São Paulo

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Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cicília, na Ásia menor, cidade aberta às influencias culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Judeu de família da diáspora, da tribo de Benjamin, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, seu nome era Saul e o apelido Paulo, depois passou a Saulo porque era assim este nome em Grego. Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo sendo a personalidade mais importante que conhecemos escreveu 13 cartas às Igrejas por ele fundadas: 2 aos Tessalonicenses; 2 aos Coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filemón; aos colossenses; aos efésios e Pastorais a Timóteo duas, e uma a Tito.

São Paulo foi tocado no seu caminho pela luz de Cristo e a sua conversão foi profunda e instantânea. São Paulo é um dos santos mais extraordinários, que se enamorou  de Cristo e se deixou conquistar por Ele. Santo de forte personalidade, de enorme ternura e bondade, semelhante a Cristo, grande místico e contemplativo, que nos fascina e encanta.Paulo intensamente místico, como João, para eles o cristão é depois de convertido, habitado pela graça, do Espírito Santo de Jesus ressuscitado, que actua na vida do cristão.Diz-nos:” Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos dará também a vida aos vossos corpos mortais pelo Espírito que habita em vós”(Rm. 8,9-11). Para Paulo, cada cristão é um templo onde mora Deus: ”Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? O templo de Deus é santo e vós sois esse templo”(1Cor 3, 16-17). Paulo fala-nos da condição de cada cristão que aceita Cristo, de se transformar, e deixar se transformar em habitação do Espírito, ou seja vida essencialmente de comunhão com Cristo. Diz: ”Já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”(Gl 2,19-20). Paulo nos convida a uma união mística com Cristo, uma mudança radical de vida, um despojamento exterior, e um convite a profundidade interior do seu processo já completamente místico.O que ele vive não é privilégio seu , Paulo quer que todos vivam o mesmo que ele, participando da mesma graça oferecida por Cristo.Paulo antes do encontro com Cristo estava preso a Lei, mas depois do seu encontro uma nova lei se desenvolve , a do amor.”Sabemos que o ser humano não é justificado pelas obras da Lei mas unicamente pela fé em Jesus Cristo”(Gl2,16-18). Paulo sai de si para viver a dinâmica do Espírito, que cria nova todas as coisas. É no baptismo que nos revestimos de Cristo. ”todos vos sois filhos de Deus em Cristo Jesus mediante a fé; pois, todos os que fostes baptizados em Cristo revestistes-vos de Cristo mediante a fé”(Gl3, 27). Paulo dá um novo impulso a fé, na porta de entrada para a vida intima, a partir do baptismo que é o selo distintivo da vida nova do cristão. E as categorias místicas aplicam-se, em diversos graus, aos baptizados que vivem em união e profundidade com Cristo.”Vos sois o corpo de Cristo e cada um, pela sua parte, é um membro”(v.27). O corpo é a presença de Cristo nos crentes e dos crentes em Cristo. a unidade se manifesta na plenitude da vida cristã com a glorificação. ”somos entregues à morte por causa de Jesus, para que a vida de Jesus seja ela própria também manifestada na nossa existência mortal”(2Cor 4,11). Esta é a expressão de amor, no culminar do seguimento do crente no processo de santificação. Para Paulo o desafio, tem o amor a Deus e ao próximo como critério último, é aceitar ou recusar o programa que Deus nos oferece.

São Paulo é de uma generosidade inigualável, pois entregou toda a sua vida ao serviço de Cristo e da Igreja nascente. Por amor a Cristo foi flagelado, apedrejado, naufragou, foi várias vezes preso e julgado, passou alguns anos no cárcere e por fim entregou a sua vida a Deus, com o martírio de decapitação em Roma, no ano de 67 D.C. sob o reinado do Imperador Nero. A sua preocupação era cristificar-se, anunciar Cristo a todos os povos, deixava tudo para alcançar a sua meta que era transformar Homens e comunidade, em suas cartas é notório esta sua meta. Paulo foi assim um dos que mais contribui para a realização da expansão do cristianismo como missionário conforme a descrição dos actos dos apóstolos. Jesus Cristo fez de Paulo um testemunho do seu evangelho espalhando a boa nova por um grande território anunciando entre os gentios. (Gl 1, 15-16)

A conversão de São Paulo festeja-se a 25 de Janeiro, e o seu martírio festeja-se a 29 de Junho.

sao-paulo-apostoloOração a São Paulo

Ó Santo Apóstolo, que com a vossa doutrina e caridade ensinastes o mundo inteiro, volvei benigno os vossos olhos para nós. Ó Apóstolo dos gentios, fazei-nos viver de fé, salvai-nos pela esperança, e que a caridade reine entre nós.

Fazei que correspondamos à graça divina, a fim de que ela não se torne infrutífera em nós. Ajudai-nos a conhecer-vos amar-vos e imitar-vos cada vez mais, para que sejamos membros vivos da Igreja. Suscitai muitos e santos apóstolos que façam conhecer, amar e glorificar Jesus Cristo, salvador de todos os homens.
São Paulo apóstolo anunciador de Cristo rogai por nós e pela salvação do mundo inteiro, Amén!

Conhecendo um pouco do Mestre Espiritual Apostolo Paulo.

Paulo aparece-nos como um grande místico da boa nova do evangelho, equiparado ao apostolo João. Para ele o cristão é um ser habitado pela graça, que é o Espírito Santo de Jesus ressuscitado, actor da vida do cristão: ”O Espírito de Deus habita em vós…, noutra passagem, Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo de entre os mortos dará também a vida aos vossos corpos mortais pelo Espírito que habita em vós”(Rm 8,9-11). ”O templo de Deus é Santo e vós sois esse templo”(1Cor 3,16-17).

Paulo exterioriza a profundidade interior do seu próprio processo místico, ou seja sua comunhão com Cristo, como condição cristã para todos os crentes.
Paulo nos aponta a radicalidade que o cristão ressuscitado com Cristo tem que seguir, desprendendo do homem velho e partindo para uma nova vida, com nova identidade , a identidade de Cristo. ”Pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo. Já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”(Gl. 2,19-20). ”sabemos que o ser humano não é justificado pelas obras da Lei mas unicamente pela fé em Jesus Cristo”(Gl.2,16-18). O mestre Paulo, nos indica o caminho da fé como justificação e santificação, por antítese com as obras da Lei. Paulo vê como verdadeiro o cristão que vive intensamente sua fé, revestido da imagem de Cristo, baseado nas suas experiências espirituais, unido totalmente na mente de Cristo.

São Paulo viveu mergulhado no Espírito em contraste com a carne, como características da vida no passado, ou seja o homem velho, e a sua nova vida, no seu encontro com Cristo, o homem novo. O Espírito torna os cristãos ”um em Cristo” e fortalece-os não apenas para a missão da Igreja, mas também para uma vida moral e ética apropriada para aqueles que desejam viver um novo começo uma transformação.
As palavras de São Paulo sobre o Espírito Santo, tem como tema principal a mudança de rumo que o cristão é conduzido pelo Espírito, na qual devemos nos abrir e nos deixar transformar.
”Um cristão deve ser conduzido pelo Espírito…(Rom.8,14), e deve viver uma vida segundo o Espírito..(Gal.5,25). O Espírito Santo em nós torna-nos filhos de Deus e herdeiros e co-herdeiros com Cristo; logo o Espírito de adopção ajuda-nos a chamar a Deus ”Abba” (Rom.8, 16). O Espírito Santo ajuda-nos a rezar e a interceder com os santos quando não sabemos como rezar (Rom.8,26).

Mas Paulo também nos adverte,”se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse não lhe pertence”(Rom.8,9). Para que o cristão possa amar a Deus de todo o coração e cumprir o mandamento de amar os outros. É o Espírito que dá coerência e sentido à comunidade cristã, apesar da diversidade dos seus membros, ”pois num só Espírito, fomos todos baptizados para formar um só corpo, judeus e gregos, escravos ou livres, e todos bebemos de um só Espírito”(1Cor.12,13).
Paulo uni ,congrega todos no Espírito de Cristo, mediante o vínculo da paz, mostra-nos que o Espírito de Deus penetra em tudo e em todos, numa acção irradiante que não se pode explicar, nem com largura nem com profundidade ou altura. ”o que os lhos não viram, ou ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu, o que Deus preparou para aqueles que o amam, foi-nos revelado por meio do Espírito de Deus…Nós não recebemos o espírito do mundo mas o Espírito que vem de Deus, para podermos conhecer os dons gratuitos dados por Deus. E deles não falamos com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito inspira, falando de realidades espirituais em termos espirituais”(1Cor 2,9-13).

Paulo quer nos preparar para a vida eterna, nos orienta para a santidade, exortando para o perigo das tentações do mundo da carne e do demónio. Diz-nos:” O filho do Espírito, dentro de nós estará sempre em guerra com o filho da carne”(Gal.4,29), mas um cristão não deve cair na tragédia de terminar a sua vida na carne (Gal.3,3). Por isso, para colhermos a vida eterna do Espírito, devemos semear o Espírito e não a carne (Gal.6,8).
O cristão é chamado por Paulo insistentemente, a vida de santidade, oração, e penitência, (1Tes.4,8),(2 Tes.2,13). Nós não somos salvos pelas nossas obras justas, mas pelo banho do renascer e renovar pelo Espírito Santo (Tit.3,5). O que podemos concluir é que o Espírito Santo na mística visão do apostolo Paulo sempre actuará poderosamente em todo o lugar, na Igreja, nas comunidades, e em todos nós, guiando, conduzindo ensinando, fortalecendo e nos enchendo dos dons e carismas que necessitamos, segundo a vontade de Deus, a nosso respeito.

Ao fim de contas, podemos entender que o que Paulo nos anuncia é que o cristão pode tornar-se um místico por estar decididamente sendo morada do Espírito, vivendo em verdadeira comunhão com Deus, se reflectimos a glória do Senhor, somos transfigurados na sua própria imagem.(2 Cor.3,18), Sabemos que toda a mística dos santos tem como base no amor a Deus e ao próximo como critério primeiro, esse é o maior dos desafios que podemos experimentar.

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