São João Maria Batista Vianney, o Cura d’Ars

sao-joao-maria-vianney11João Maria Batista Vianney (1786-1859) nasceu em Dardilly, França no dia 8 de Maio de 1786 filho de um criador de ovelhas. Na idade de 20 anos começou a estudar para ser padre mas foi recrutado e teve que entrar no exercito. Desertando ele voltou para casa em 1810 e foi para o seminário de Lyon em 1813.João foi ordenado por causa de sua bondade, porque normalmente não poderia ser ordenado devido as suas dificuldades nos estudos especialmente no Latim, língua exigida para rezar a missa na época. O Abade Balley de Ecully pessoalmente interveio para que João fosse designado para Ecully.
Em 1813 ele tornou-se Cura d’Ars como pastor, da cidade.

Vianney possuía um grande amor ao Santíssimo Sacramento. Quando acordava ia a Igreja, rezava diante do Sacrário e depois ia confessar seus paroquianos,e ate o final da sua vida ele ficou 17 a 18 horas por dia administrando o sacramento da Confissão para milhares que vinham a Ars.
João era dotado de um grande espírito de discernimento conseguindo que católicos relapsos voltassem a ser bons e devotados cristãos.Ele ajudou a fundar ”LA PROVIDENCE”, uma casa para crianças órfãs e abandonadas.
Durante 30 anos ele sofreu vários ataques de alguns de seus colegas padres que o acusaram que ele era muito ignorante para ser o Cura d’Ars. Mas mais tarde, reconhecido como o melhor ”Cura d’Ars” ,ele recusou todas as honras e promoções que lhe foram oferecidas e morreu em Ars em 1859. Foi canonizado em 1925 e foi indicado pelo Papa o padroeiro dos padres paroquiais, sua festa é celebrada no dia 4 de Agosto.O Papa Bento XVI decretou o Ano Sacerdotal, no 150 anos da morte do Patrono dos Párocos, São Juan Maria Vianney – Cura d’ARS- em 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010, como ano Sacerdotal. O Santo Padre proclamou o Santo Cura de Ars como padroeiro de todos sacerdotes do mundo.
Por sua vida e por sua acção, São João Maria Vianney se constituiu, para a sociedade de seu tempo, num grande desafio evangélico … Não duvidemos de que ele apresenta, ainda para nós, este grande homem divinizado, onde nos chama a renovar a consciência da própria identidade,e em consequência,a revigorar a tensão missionaria que surge da intimidade divina, de estar com o Senhor.

  Palavras do Santo : ”Deus nunca mais nos perde de vista, como uma mãe não perde  de vista o seu filho que começa a andar”.
”As cruzes unem-nos a Nosso Senhor, diz o Cura d’Ars, purificam-nos, desligam-nos do mundo, tiram ao nosso coração todos os obstáculos, ajudam-nos a atravessar a vida como uma ponte ajuda atravessar a água”.
Sobre exprimir o nosso pecado diz: ”O bom Deus, no momento da absolvição deita os nossos pecados para trás das costas, quer dizer, fá-los desaparecer. Eles nunca mais voltarão a aparecer; mas todos os pecados que nós escondemos voltarão a aparecer. Para esconder bem os pecados, é preciso confessá-los bem.”
”A única felicidade que temos sobre a terra, diz João Maria Vianney, e de amar a Deus e de saber que Deus nos ama”.
João Maria Vianney dizia aos membros das suas confrarias paroquiais:-”Não vos enganeis. Vós, como confrades, tendes obrigação de levar uma vida bem mais perfeita que o comum dos cristãos”.
Chamados á santidade diz Cura d’ Ars: ”A pregação dos Santos, são seus exemplos. Nem todos os Santos começaram bem, mas todos acabaram bem”. Não tenho que vos provar mais nada senão a indispensável obrigação que temos de nos tornarmos santos. Se pudéssemos questionar os santos, eles dir-nos-iam que a sua felicidade é amar Deus e estar certos de O amar sempre”.

                                                                            ORAÇÃO

vianney-mortoEu Vos amo, meu DEUS,e o meu único desejo é amar-Vos até ao último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, DEUS infinitamente bom, e prefiro morrer amando-Vos que viver um só instante sem Vos amar.
Eu Vos amo, meu DEUS, e só desejo o Céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente.
Eu vos amo, meu DEUS, e só temo o inferno porque ai nunca haverá a doce consolação de Vos amar.
Meu DEUS, se a minha língua a não puder estar sempre a dizer que  vos amo, que o meu coração o diga tantas vezes como quantas eu respiro.
Senhor, dai-me a graça de sofrer amando-Vos, de Vos amar sofrendo, e de um dia expirar amando-Vos e sentindo que Vos amo.
E quanto mais me aproximo do meu fim, mais Vos imploro a graça de aumentar e aperfeiçoar o meu amor.

ÁMEN.

Deus e o Amor
Como é bom amar a Deus! Meu Deus! Que amaremos se não amamos o Amor? O homem é criado por Amor, é por isso que ele é tão propenso a amar. Amar a Deus com todo o coração, é amar só a Ele, é torná-Lo presente em tudo  o que amamos. Não se pode amar a Deus sem darmos testemunho D’Ele pelas nossas obras.
Amar a Deus de todo o coração, é estar disposto a perder a nossa vida para não ofendê-Lo, é não amar nada que partilhe o nosso coração.

Espírito Santo
Devemos rezar muitas vezes ao Espírito Santo, a pedir-lhe amor, fé para connhecer, força para combater o inimigo da salvação e suportar as cruzes(da vida). É preciso pedir-lhe que nos conduza em todas as nossas acções, que Ele nos ilumine…
Os que são conduzidos pelo Espírito Santo têm ideias certas.Quando se é conduzido por um Deus de força e de Luz, não é possível enganarmo-nos…O olhar do mundo não vê mais longe que a vida, o olhar do cristão vê até ao fundo da eternidade.
Os sacramentos não nos salvariam sem o Espírito Santo. Mesmo o facto de Nosso Senhor ter morrido não seria suficiente, se o Espírito Santo não viesse santificar e fazer frutificar em nós tamanha torrente de graças. É como quem quer oferecer um tesouro: precisa de alguém que vá entregar…O Pai deu-nos o seu Filho; o Filho entregou-se a si mesmo e sofreu por nós; o Espírito Santo veio distribuir-nos todas estas graças.
Sem o Espírito Santo, tudo é frio. Assim, logo que se sentir que se está a perder o fervor,é preciso, sem demoras fazer uma novena a pedir-lhe a fé e o amor…

Tirai Espírito Santo duma alma, e ela torna-se incapaz de fazer o que quer que seja. Uma alma que o possui vê mais facilmente as ciladas do demónio, defende-se e foge das ocasiões de pecado: ao passo que os maus cristãos, que não gozam da sua presença, andam como cegos, só vendo o perigo depois dele ter passado.
Quando se tem o Espírito Santo, o coração dilata-se, mergulha no Amor divino…
Como é bom ser-se conduzido pelo Espírito Santo! que nos é dado pelo padre no Baptismo e conferido na Confirmação na plenitude dos seus dons.

Sobre Oração
A oração liberta a nossa alma da matéria. Ela sobe ao alto como o fogo que enche os balões. Quanto mais se ora, mais se quer orar. É como um peixe que nada à superfície da água, que em seguida mergulha e que vai sempre em frente. O tempo passa depressa na oração. A oração não é senão a união com Deus. Deus e a alma são como dois pedaços de vela fundidos. Não é possível separá-los. É uma coisa bem bonita esta união de Deus com a sua pequena criatura. É uma felicidade que não se pode compreender.
As almas puras experimentam, por vezes, tãograndes consolações na oração, que é impossível exprimi-las por palavras; então, a alma tende para o seu fim e o seu centro, que é Deus, por quem foi criada. Só no Céu se encontram tais consolações.
Quanto mais se reza, mais apetece rezar. É como um peixe que nada à superfície da água e depois mergulha no fundo do mar. A alma abisma-se e afunda-se no amor de Deus. Quando se quer passar o conteúdo dum barril par outro, recorre-se a um apetrecho que faz a ligação entre ambos. Assim acontece com a penetração de Jesus no nosso coração. Ó que vida feliz! Rezar e adorar a Deus!

Se Deus nos manda rezar, é por querer a nossa felicidade, que só assim se pode alcançar. Ele ama-nos tanto que se alegra sempre que nos vê ir ao seu encontro. Inclina o seu coração tão bom, tão cheio de Amor, para a sua pequena criatura; sorrir-lhe como uma mãe sorri para o filhinho que estende para ela os braços.

Os que não rezam curvam-se para a terra, como as toupeiras que abrem buracos para neles penetrarem: são completamente terrenos, estão completamente embrutecidos, só pensam nas coisas deste mundo…

O que não reza é como a galinha ou a perua, que não conseguem elevar-se no ar. Se temtam levantar voo, logo caem e, abrindo sulcos no chão, neles se enterram, neles se afundam, cobrem a cabeça de terra, parecendo que só isso lhes da prazer…
Há os que rezam mal; não admira, pois, que Deus lhes não conceda as graças que lhe pedem. Quando rezam é sempre à pressa e, ao mesmo tempo que rezam, põem-se a correr dum lado para o outro, a tratar das coisas de casa, sem prestar atenção. Numa palavra, rezam atabalhoadamente. Melhor dito, estão com pressa de se desembaraçar de Deus. 

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