Santo António de Lisboa

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Santo António é um presbítero, religioso da ordem Franciscana Mariana e Doutor da Igreja, padroeiro secundário de Portugal.
Nasceu em Lisboa a 1191, morreu em Pádua a 13 de Junho de 1231 e foi canonizado a 30 de Maio de 1232 por Papa Gregório IX.
Santo António ou Fernando de Bulhões nasceu em casa dos pais, junto à Sé de Lisboa, estudou na escola catedral e esteve no Mosteiro de São Vicente de Fora até aos 20 anos. Em 1220 o jovem Fernando recebeu a sua ordem sacerdotal, e contemplou as relíquias dos mártires franciscanos de Marrocos e assim nasceu a decisão de se juntar aos Irmãos de Assis, entrando na ordem franciscana em 1220. Com menos de 30 anos Frei António como o chamavam, prostrou-se com uma doença e iria regressar a Portugal vindo de Marrocos, mas o céu interveio e o navio foi levado pela tempestade para a Sicília, sendo então António recebido no convento de Messina, depois fixou-se em Montepaolo perto de Bolonha. Sua eloquência era grande e em 1222 fez um sermão na cerimónia de ordenação de frades Franciscanos e Dominicanos, que surpreendeu a todos. santo_antonioOs seus últimos 10 anos de vida foram marcados por uma preocupação extrema pela salvação das almas, depois António foi nomeado ministro provincial da Romagna, indo ensinar para o convento de Pádua acumulando muitas outras funções. Santo António foi o mais rapidamente canonizado em toda a história da Igreja, e é o Português mais conhecido em todo o Mundo, um dos doutores da Igreja mais popular e sábio de toda a história, os milagres, sermões, e devoções, e as lendas, tudo leva a ele  um santo muitíssimo popular Pio XII declarou-o doutor da Igreja a 16 de Janeiro de 1946. Santo António exímio orador usava a língua como um instrumento de oração, louvor e pregação para transformação do Mundo, até hoje sua língua é conservada intacta como prova disso numa custódia em Pádua na Igreja de Santo António de Pádua.

Distribuição do Pão de Santo António:

A história do ”Pão de Santo António” remonta a um facto curioso, Santo António comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todos os pães do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros, quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham que comer: os  pães tinham sido roubados. Atónito, foi contar ao Santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. O irmão padeiro voltou estupefacto e alegre: os cestos transbordavam de pão, tantos que foram distribuídos aos frades e aos pobres que visitavam o convento.
A partir deste milagre, espalhou-se por todo o mundo o costume de colocar nas igrejas uma caixa para as esmolas do ”Pão dos pobres”.Assim no dia do Santo António, distribui-se a todos os fiéis pequenos pães benzidos na Eucaristia, simbolizando a urgência da partilha cristã, a necessidade de se promover a Caridade e o Amor.

Oração de Santo António de Pádua

Ò Deus, Pai bom e misericordioso, que escolheste Sto. António como testemunha do Evangelho e mensageiro de paz no meio de teu povo, ouve a nossa prece por sua intercessão. Santifica toda a família, ajuda-lhe a crescer na fé; conserva-lhe a unidade, e a paz, a serenidade; Abençoa os nossos filhos, protege os jovens. socorre todos os que estão aflitos pela doença, pelo sofrimento e pela solidão. Sê nossa protecção nos trabalhos de cada dia e concede-nos o teu amor. Por Jesus Cristo Nosso Senhor.

Amén

Santo António e os dez graus de humildade:
grau,  de humildade é que tu consideres de que matéria tão vil foste formado na tua concepção.
grau , como permaneceste nove meses nas trevas do seio materno.
gau, como, do ventre que te levava, saíste a chorar, nu e imundo.
grau, que reflictas sobre as misérias deste exílio e peregrinação chamada vida, toda ela tecida de sofrimento, gemidos e angústias.
grau, a recordação de tantos pecados cometidos, trocando voluntariamente e por coisas de nada, a liberdade do Filho de Deus pela escravatura de Satanás, mostrando-te tão ingrato para com Deus.
grau, é o pensamento da morte, muito mais do que se possa dizer, porque entrega o nosso corpo aos vermes, a nossa alma aos demónios (se não nos arrependemos) e as riquezas acumuladas aos herdeiro que só pensam em apoderar-se delas com hábil astúcia.
grau, de humildade é trazer à memoria como o Filho de Deus Se rebaixou na sua divindade até ao seio de uma pobre Virgem, e como Aquele que enche os céus e a terra não podendo ser limitado por eles, Se empequeneceu e permaneceu durante nove meses num corpo tão limitado. Pensar em como foi envolto em pobres paninhos, deitado numa manjedoura, constrangido a fugir por causa da perseguição de Herodes, Ele, o Senhor do mundo!, e como aqui na terra não teve onde reclinar a cabeça.
grau, é reflectir sobre os exemplos de humildade que Jesus te deu em vida: misericordioso e benigno para com os pecadores, atraía-os a Si com a suavidade da pregação e não desdenhava sentar-Se à mesa com eles; enterneceu-se de compaixão por Jerusalém, que estava a ponto de crucificá-l’O; chorou amargamente por Lázaro antes de voltar a chamá-lo à vida; entreteve-Se sozinho a falar serenamente com a samaritana, e deixou-Se tocar pela pecadora.
grau, imagina Jesus flagelado e esbofeteado, cuspido, coroado de espinhos, desse dentado com fel e vinagre, crucificado entre dois ladrões, como se Ele fosse também um delinquente.
10ºgrau de humildade é meditar atentamente naquilo que há-de acontecer no fim dos tempos, quando soar a trombeta dos anjos e os mortos sairem dos sepulcros, e o humilde Filho do Homem, Jesus, cruelmente perseguido cá na terra, vier julgar o mundo de acordo com a justiça. A um sinal seu, as colunas do céu hão-de tremer, o firmamento fechar-se-á sobre si mesmo, o sol ficará escuro e a lua tingir-se-á de sangue. E os réprobos gritarão aos montes: ”Caí sobre nós!”, e às colinas: ”Sepultai-nos para não vermos o aspecto fulminante do Juiz”.
A alma penitente deve subir e descer por estes dez degraus. Quanto mais desce, isto é, quanto mais se humilhar, tanto mais subirá e terá a certeza de que o Senhor, uma vez curada da enfermidade do pecado, a destina à glória da celeste Jerusalém. Feliz a alma que está enraizada na humildade!”(I, 563-565).

Oração:
”Nós Te rogamos, Abba, Pai, que nos transformes numa árvore boa, de modo a produzirmos frutos dignos de penitência: arreigados e fundamentados na raiz da humildade e livres do fogo eterno, alcancemos o fruto da vida eterna: com o teu auxílio, Tu que és Bendito pelos séculos dos séculos”.Amen! (I, 568).

Santo António nos ensina os actos de um penitente

Na atitude de Maria Madalena que abatida por profunda dor, permanece junto do sepulcro vazio, a chorar, é que Santo António vai buscar momentos de reflexão como contrição, ou seja uma dor sincera, a confissão, reparação do mal, na prática do bem que não se fez.
A contrição, como diz o Salmista: ”Sacrifício agradável a Deus é um espírito contrito; não desprezareis, Senhor, um espírito humilhado e contrito”. Neste versículo, ressaltam, o espírito do penitente, quando se encontra como trespassado e ferido de dor, converte-se num sacrifício agradável a Deus que faz as pazes com esse pecador, o qual, por sua vez, se reconcilia com o Senhor.
Tal como a contrição deve ser verdadeira o coração deve estar esmagado pelo seu pecado mortal, porque sofre por ter ofendido o Senhor por todas as faltas cometidas, omitidas e esquecidas.
A contrição por si só, perdoa todos os pecados, mas, para ser verdadeira, implica o propósito de se confessar.”O pecador que se arrepende e que tem intenção de se confessa, fica imediatamente absolvido da sua culpa pelo Senhor, e a pena eterna transforma-se em pena de purgatório.
A contrição deveria ser tão forte como a de Maria Madalena, chamada pecadora, ou do bom ladrão; em caso de morte, conduzir-nos-ia directamente ao céu.
Confessando-nos ao sacerdote, este impõe uma pena temporal, na qual é transformada a pena do purgatório, em que tínhamos incorrido, executada com diligência, prepara-nos para a glória eterna. É assim que Deus e o sacerdote perdoam e absolvem os pecados ”      (I, 219).

 

Santo António e os graus de oração:

Santo António, de exuberante capacidade imaginativa nos seus escritos ensinou como devemos orar:
”Recomendo que se façam súplicas, orações, pedidos e acções de graças”.
1- Entre estes três exercícios espirituais, a oração aparece como um dirigir-se afectuoso a Deus, da parte do homem, um colóquio íntimo e adorador, um permanecer da alma iluminada a gozar de Deus até onde lhe seja concedido.

2- A súplica é uma instância apaixonada dirigida a Deus, visto que, sem a ajuda da graça divina, o esforço na nossa mente redunda num acréscimo de sofrimento.

3-O pedido é a solicitação por obter as coisas temporais necessárias para esta vida. E Deus, aprovando a boa vontade daquele que pede, faz, no entanto, aquilo que Ele acha melhor e dá de bom grado a quem bem lhe pede.

4-Finalmente, o agradecimento consiste em compreender e penetrar na graça de Deus, no seu beneplácito, mas tendo incansavelmente a atenção posta em Deus. Esta é a caridade que não esmorece, a oração sem interrupção de que fala o Apóstolo.( 1 Tes. 5, 17) ”Orai sem cessar, agradecendo sempre”.

”Tudo quanto há nos céus ou nos Anjos,
tudo quanto existe na terra ou debaixo da terra,
quanto existe nos ares e nos espaços,
tudo quanto está na razão ou nela se move,
tudo procede do Bem Supremo, 
causa e fonte de toda bondade.
A Ele a honra e a glória pelos séculos”(III, 198).

 

 

 

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