Santa Hildegarda

 

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Santa Hildegarda de Bingen nasceu em 1098 em Bermersheim de família nobre e rica. Aos 8 anos foi aceita na Abadia Beneditina de Disibodenberg, onde foi educada por Jutta de Sponheim, e tomou o véu e fez profissão religiosa nas mãos do Bispo Ottono de Bamberga, por volta do ano 1115.Quando Hildegarda tinha trinta e oito anos morre Jutta, e foi chamada a suceder-lhe como mestra , tendo como raiz a espiritualidade beneditina do equilíbrio espiritual e da moderação ascética.

Desde a mais tenra idade , Hildegarda via para além do visível, mística a partir dos cinco anos diz: ”no tempo em que eu tomava forma, quando Deus me despertou com o sopro de vida no ventre de minha mãe, Ele imprimiu na minha alma esta capacidade de ver”. Chama-lhe a profetisa teutónica, por seus dotes particulares, sendo muito estimada ainda em vida. escreveu tratados de filosofia, teologia, de hagiografia, de ciência, de medicina e de cosmologia; compôs musica excelsa, poesia lírica e riquíssima sua cultura e conhecimento para além do espiritual. Suas obras escritas sempre em latim, sem nunca o ter estudado, fundou mosteiros e foi abadessa; pregou contra as heresias do seu tempo, seus conselhos e advertências  eram dirigidos a todos inclusive aos homens da igreja que se inclinavam com o seu saber. No dia 7 de Outubro de 2012, Hildegarda foi proclamada Doutora da Igreja, por Bento XVI. Diz o papa: ”Também naqueles séculos da história, que nós habitualmente chamamos de Idade Média, diversas figuras femininas se destacaram pela santidade de vida e a riqueza de ensinamento. Hoje gostaria de apresentar-vos uma delas: Santa Hildegarda de Bingen, que viveu na Alemanha no século XII”. O Beato João Paulo II, EM 1979, diz sobre a Santa: ”Luz do seu povo e do seu tempo, Santa Hildegarda de Bingen resplandece mais luminosa nos nossos dias, em que celebramos os 800 anos da sua partida deste mundo, de cuja malícia e pecados viveu afastada, mas que, arrebatada pelo amor de Cristo, beneficiou de inumeráveis dons, para viver na eternidade junto de Deus”.

No seu livro teológico Scivias, Hildegarda escreve:
”Passados os anos da juventude e chegada à idade madura, ouvi uma voz do céu que dizia: ”Eu sou a Luz viva que ilumina todas as escuridão. A pessoa que escolhi e sacudi a meu bel-prazer, pu-la no meio de grandes maravilhas, ainda mais do que aos homens dos tempos antigos, que também viram em mim muitos prodígios. Apesar disso, lancei-a por terra, para que não inchasse de soberba. O mundo não tinha nela nem alegria nem deleite algum e considerou-a inadequada às preocupações deste mundo, porque Eu a libertei da obstinada ousadia. Ficou cheia de medo e tremeu entre as privações. Sentiu dores na medula e nas veias da carne. Os seus órgãos de sentido são limitados e deve suportar duras penas do corpo; por isso, nela não há nenhuma segurança, sentindo-se, pelo contrário devedora de tudo. Circunscrevi as gretas do seu coração, a fim de que o seu espírito não se elevasse no orgulho e na glória, mas tirasse de tudo isto mais temor e sofrimento do que alegria e prazer”.
Santa Hildegarda , exorta os consagrados da igreja do seu tempo com palavras fortes, diz a Santa:
Ó pastores, chorai e vesti-vos de luto pelas vossas faltas, que gritam o seu lamento acima da vossa impiedade, de tal maneira que até os elementos ouvem os seus gritos e choram com eles diante de mim. De facto, como podeis ousar tocar no vosso Senhor, no serviço sacerdotal, com mãos manchadas de sangue, na vossa imundície hostil a Deus e na vossa injustiça adúltera? Em verdade, com a vossa desonestidade fazei tremer os fundamentos da terra. Mas porque? Porque, já que não temeis tocar no Senhor, contaminando-O com a sujidade de tão grandes faltas, Eu oprimo a terra com profunda amargura, resgatando desse modo a Carne e o Sangue do Meu Filho. Com efeito, através desses actos funestos, vós fazeis não só tremer a terra, mas, na vossa impuridade, profanais o Céu da pior maneira”.

Santa Hildegarda ensina os cinco tons da justiça de Deus, diz:
”A sabedoria, que nunca enfraquecerá, revelou-me assim estas palavras: ” Ecoam cinco tons de justiça mandados por Deus ao género humano; neles residem a salvação e a redenção dos crentes. E estes cinco tons são melhores do que todas as obras dos homens, já que todas as obras dos homens extraem vitalidade a partir deles, que existem, mas que não entram nos sons, mas com os quais todas as obras do homem se realizam nos cinco sentidos do seu corpo. Esta é a sua sucessão: O primeiro tom, o sacrifício que Abel imolou com fé em Deus; foi completado pela acção; depois, o segundo tom, quando Noé, por ordem de Deus, construiu a arca; o terceiro tom, através do Moisés, quando lhe foi dada a Lei, que validou a circuncisão de Abraão. Mas, no quarto tom, o Verbo do Pai Altíssimo desceu ao seio da Virgem Maria e tomou Carne, porque o mesmo Verbo tinha amassado lama com água e, assim, tinha formado o homem; por isso, através do homem, cada criatura gritou ao seu Criador e, assim, pelo homem, por causa do homem, Deus carregou em si todas as coisas. Foi diferente o tempo em que Deus criou o homem a partir daquilo em que o levou, a assumir a natureza humana, para atrair a si todos aqueles que a sedução da serpente tinha atirado para a ruína. O quinto tom realizar-se-á quando todos os erros e todos os escárnios desaparecerem; então, os homens verão e reconhecerão que ninguém pode fazer nada fora de Deus. Deste modo, nos cinco tons mandados por Deus, cumprir-se-ão o Antigo e o Novo Testamento, e o número maravilhoso dos homens estará completo. Depois destes cinco tons, será concedido ao Filho de Deus um tempo luminoso, para que seja conhecido abertamente por todos os homens. Depois, a divindade operará em si mesma, enquanto quiser”.

”A atribuição do título de Doutora da Igreja universal a Hildegarda de Bingen tem um grande significado para o mundo de hoje”. ( Bento XVI , papa emérito)

Santa Hildegarda, foi a décima criança nascida de seus pais, consagrada por eles a Deus; aos 8 anos entrou num Convento de clausura para receber instrução e aos 15 ingressou na Ordem das Beneditinas. Em 1136 foi eleita Abadessa, missão que exerceu até a morte em 1178. Durante esse tempo, segundo a indicação de Deus, fundou os Conventos de Rupertsberg e Eibingen , na Alemanha.

Desde pequenina, e estando plenamente consciente, captava no seu interior imagens e palavras que explicavam essas mesmas imagens. Aos 43 anos recebeu de Deus esta ordem:”Escreve o que vês e ouves!” E assim nos anos seguintes surgiram 3 obras teológicas, além de muitas outras, através das quais Deus mostra o caminho que conduz à salvação. Santa Hildegarda, apesar dos seus conhecimentos sobre Medicina, nunca actuou como médica; mas tinha um carisma singular de curar doenças, pelo poder de Deus. Também a Abadessa era  muito boa na arte cozinha,onde juntava a sabedoria da natureza e da boa alimentação para restaurar o corpo e a mente.
Receitas da Abadessa:

Bolachas de Espelta:
300 gr. de farinha de Espelta, 100 gr. de amêndoas trituradas,30 gr. de canela em pó, 1 colher de fermento, 2 gemas, raspa de noz-moscada,2 ou 3 cravinhos, 6 colheres de mel, 60 gr. de manteiga; mistura tudo até ficar homogénea a massa deixa descansar. molda os biscoitos; leva ao forno durante 15 minutos à 180 graus.
Sopa de Urtigas: 
300 gr. de folhas de urtigas, 60 gr de farinha de espelta, 1 cebola picada, 2 colheres de sopa de manteiga, 2,5 dl. de caldo de legumes, sal e noz-moscada a gosto; no tacho coloca a manteiga, a cebola picada, as folhas de urtigas lavadas, refoga um pouco  e acrescenta o caldo de legumes a espelta e o sal e noz- moscada a gosto. cozer 20 minutos.
Diz a Santa: ”Se alguém estiver tão mal que não lhe seja fácil comer, coza-se grão de Espelta inteiro em água com um pouco de gordura ou gema de ovo, para lhe dar melhor sabor, e dê-lhe a comer. Será como que um bálsamo precioso que curará interiormente”.

Marcada pela doença e também pela idade, Hildegarda que descrevem como pequenina e delgada, com uns olhos severos e bons,nos seus discursos, falava sobretudo da negligência dos eclesiásticos, e muitos deles não só prestavam atenção às suas afirmações, como também recebiam com benevolência os seus apelos maternos. Os seus discursos denunciava continuamente os males existentes e suas palavras ecoavam com um trovão; porque sofria pela Igreja, com um profundo amor. Em 1170 escreve ao decano Werner da Fraternidade de Kirchheim:

-”No ano 1170 da Incarnação do Senhor, enquanto eu jazia no leito da doença havia já muito tempo, desperta no corpo e no espírito, vi a figura de uma belíssima mulher. Requintada, elegante e afectuosamente atraente, possuía uma tal beleza que o intelecto humano não pode compreender. A sua figura elevava-se da terra ao Céu. O seu rosto brilhava de esplendor supremo. Com os olhos fixava o interior do Céu. Estava vestida com roupas luminosas de seda branca e um manto com pedras preciosas; como esmeraldas e safiras, pérolas grandes e pequenas. Tinha nos pés um calçado de ónix. Mas o seu rosto estava coberto de poeira, a sua veste rasgada no lado direito. Também o manto tinha perdido a sua preciosa beleza. O calçado estava sujo por cima. Com uma voz forte e dolorosa gritava ao Céu e dizia:-”Abre as orelhas, ó Céu, o meu rosto esta manchado! Veste de luto, ó terra, a minha veste está rasgada! Treme, ó abismo, o meu calçado está sujo! As raposas têm as suas tocas e as aves  do céu o seu ninho, mas eu não tenho nenhuma ajuda e conforto nem bastão em que apoiar-me e que me sustente.”
E ainda dizia: ”Estive escondida no coração do Pai, até ao momento em que o Filho do homem, concebido e nascido da Virgem, derramou o seu sangue. Com este sangue, o seu dote, tomou-me como esposa para que eu gerasse novamente pela água e pelo Espírito (Baptismo), aqueles que foram contaminados pelo veneno da serpente. Os meus assistentes, os sacerdotes, que deveriam fazer de modo que o meu rosto resplandecesse como o amor, que a minha veste fosse luminosa como o relâmpago, que o meu manto brilhasse como as pedras preciosas e o meu calçado luzisse claro, atiraram o meu rosto à poeira, rasgaram as minhas roupas, escureceram o meu manto e enegreceram o meu calçado. Aqueles que tinham o dever de me embelezar toda ; abandonaram-me infielmente. Sujaram o meu rosto quando, afectados pela impureza dos seus costumes exagerados, pelo porco fedor da prostituição e do adultério, da avidez impetuosa da pior espécie na compra e venda de todas as possíveis coisas inconvenientes, celebram o mistério e recebem o Corpo e o Sangue do Meu Filho. Por isso, sujam-no, como se uma criança se sentasse no meio dos excrementos dos porcos.

Os estigmas do meu Esposo (Cristo) continuam abertos, enquanto estiverem abertas as feridas dos pecados dos homens. Precisamente, o facto de as feridas de Cristo continuarem abertas deve se imputado aos eclesiásticos. Eles, que deveriam tornar-me pura e esplendorosa e que deveriam servir-me na pureza, mudam uma igreja após outra por imoderada avidez (adquirindo posições melhores). A seguir, dilaceram as minhas roupas, enquanto transgressor da Lei, do Evangelho e do seu dever sacerdotal. Subtraem esplendor ao meu manto, porque em todas as coisas descuram os preceitos que lhes foram impostos. Não os cumprem nem na intenção nem na execução ; nem com a temperança da esmeralda; nem com outra pedra preciosa. Sujam o meu calçado por cima, porque não respeitam as senda direitas; quer dizer, duras e ásperas; da justiça, e não são bom exemplo nem sequer para os seus inferiores. Contudo, debaixo do meu calçado; de certo modo pelo meu mistério; encontro em alguns o esplendor da verdade”.

Ouvi uma voz do céu a dizer-me:- ”Esta imagem figura a Igreja. Agora, portanto, tu, criatura humana, que vês e ouves estes lamentos, anuncia-o aos eclesiásticos, que são ordenados para guiar e para ensinar o povo de Deus e aos quais se diz, como aos Apóstolos:Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a cada criatura! De facto, quando Deus criou o homem, colocou nele a criação inteira, como se encerram o tempo e os dias de um ano inteiro num pedaço de pergaminho”.

Outra vez, eu, uma pobre mulher, vi uma espada desembainhada suspensa no ar. Uma lâmina estava voltada para o céu, a outra para a terra. Essa espada estava suspensa sobre os homens espirituais, sobre cujo tempo o profeta tinha pré-anunciado, gritando com grande maravilha:-”Quem são aqueles que voam como nuvens e como pombas a caminho da sua ruína?” De facto, estas pessoas são elevadas da terra porque foram escolhidas entre todo o povo. Elas deveriam viver em santidade e comportar-se e agir com a simplicidade das pombas. E vi que a espada destruía algumas das moradas destes eclesiásticos como, outrora, depois da morte do Senhor, Jerusalém tinha sido destruída. Mas também vi que, nesta tribulação, Deus reservou para si muitos homens , sacerdotes puros e simples, como respondeu ao profeta Elias dizendo que queria poupar sete mil homens em Israel, que não tivessem dobrado os seus joelhos diante do deus de Baal.
Possa agora, pelo contrário, derramar-se sobre vós o fogo inextinguível do Espírito Santo, para que vós escolhais a melhor parte.”(obras divinas ).

Oração:
Ó Deus, fonte de Vida, Vós que enchestes Santa Hildegarda com o Espírito de profecia, ajudai-nos, segundo o seu exemplo, a deixarmos-nos conduzir pelos Vossos caminhos para que , no meio das trevas deste mundo, alcancemos a luz da Vossa claridade.
Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen. ( Pai Nosso, Avé Maria, Glória ).

Aquí la aspiración a la vida Celeste da su respuesta:

”Tu espíritu está confundido porque tú no confías en Dios que es el que provee de todos los alimentos. Porque lo mismo que el cuerpo no puede vivir sin alma, ningún fruto se logra sin la Gracia de Dios. Mira pues los cuerpos de los muertos que descansan en las tumbas. No pueden nada sin el alma, yacen en la podredumbre: de el hombre animado de fe comprenda la lógica de las cosas en su trabajo, de manera que pueda también levantar su mirada hacia Dios quien concede a la tierra el verdor y los frutos. Que trabaje la tierra, sin descuidar las realidades celestes”.(vit. Merit. IV 15).

?Que es lo que la santa abadesa escribe sobre la lujuria?

La lujuria lo apresenta como una mujer desnuda recostada perezosamente sobre el lado derecho con las piernas cruzadas. De su boca sale un aliento malo y una saliva ponzoñosa. De su seno derecho mama un perrito y una serpiente mama de su seno izquierdo. Con sus manos arranca las flores y aspira el perfume. Parece estar desenfrenada y declara:

”Tengo mi propia gloria y he nascido para el placer. ? Porque debería yo vivir en continencia? Si el Cielo puede tener su propia justicia, la tierra tiene tanbién sus obligaciones particulares. Si la naturaleza de la carne realmente dimana de Dios, este habría debido regular las cosas de manera que la carne no pudiera satisfacerse con tanta comodidad”.(Vt. merit.III, 22) El ardor de la lujuria se apaga por la castidad: ”Libera sum”!(Scivias, III,8)

Sobre la Avaricia e la verdadera Satisfacción:
”Atraigo todo hacia mi y recojo todo en mi seno. Cuanto más recojo más poseo. Cuando tengo todo lo quiero llevo una vida alegre y ya no tengo necesidad de mendigar la compasión de mis semejantes”.(Vit merit. IV, 12)
”Estoy sentada sobre las estrellas porque todos los dones de Dios me bastan. Yo me alegró de la adulce música de los tambores. Beso al sol y abrazó la luna cuando abrazó a Dios amorosamente porque esto me asegura lo que crece en el mundo. No me falta nada que mi corazón pueda desear. Mi vestido está adornado con piedras preciosas, si se trata de la necesidades de la vida. Tú, Avaricia, ya puedes recorrer toda la tierra, nunca tendrás el vientre bastante lleno”.(Vit. merit.V, 13)

Sobre la Concupiscencia dice:
”Tengo vivos deseos y me aplico meticulosamente a fin de atraer a mi todo lo que es precioso honorable y bello. Solo me consideran y respetan los hombres si voy adornada con mis bellos anillos mis maravillosas pulseras y mis soberbios adornos”.(Vit. merit. IV,19)
La Avaricia es vencida por el Menosprecio del Mundo:
”La búsqueda de las riquezas y los honores de este mundo me aleja del rostro de Dios”(Vit. merit., IV,14).

Sobre la Vanagloria dice:
”Investigo todo lo que pasa y soy mi propio testigo. Le doy la vuelta a todo de manera que me sea últil. !Lo que sé y lo que veo debe servir a mi honor personal! Tengo tanta confianza en mi que hasta puedo volar como los pájaros a través de los pueblos y por encima de los caminos”.(Vit. mert., III, 10).

La Vanagloria es vencida por el Temor del Señor, se expresa así:
”Desgraciados los hombres que no tienen temor de Dios y se burlan de Él. ?Quién puede escapar del temor de Dios que es infinito? Dios deja caer al culpable que no se arrepiente del mal. Por eso quiero, cada vez más, tener temor de Dios. ?Quién me ayudará cuando comparezca ante Dios? ?Quién me librará del terrible juicio? !Nadie más que el Señor que es justo”.(PL 654 A).

La desmesura (Inmoderatio) dice:
”Cualquier cosa que desee y busque quiero disfrutarla y no quiero renunciar a nada. Toda excitación en mi cuerpo me resulta un verdadero placer. Tal como soy, me abandono a la vida y tal como se me ocurre, actúo”. (Vit. merit. II , 21)
La desmesura es vencida por la moderación dice:
”Todo lo que se mantiene dentro del orden divino se corresponde. Las estrellas brillan de luz de la luna y ésta brilla del fuego del sol.Cada cosa sirve a otra más elevada y nada sobrepasa su medida”.(Vita merit. II,22)
Santa Hildegarda, a saúde é condicionada por quatro elementos; o seco, o húmido, o frio e o calor; e pela interacção com os humores: a linfa, o sangue, a bílis amarela e a bílis negra.A saúde deve ser reconquistada todos os dias, dado que não é uma condição estática, mas dinâmica, unida ao corpo e a alma com a mente em harmonia com a criação e com Deus.

A primeira causa da doença deve procurar-se no pecado original, que alterou radicalmente o organismo de Adão e Eva. Por existir uma interacção estreita entre o corpo e o espírito, os nossos pecados , aflições e falta de paz, e a distancia da harmonia com Deus, sem contar com a alimentação errada ; causa de muitos distúrbios e doenças no homem. Como por exemplo a melancolia, que gera maus humores na origem dos distúrbios do metabolismo que conduzem à depressão.

Deus ajuda o homem não suprimindo a doença ou a morte, mas oferecendo-lhe a possibilidade de mudar por dentro, com uma conversão e um novo estilo de vida, mais equilibrada e mais alegre, liberto do mundo material. Cultivando assim as virtudes , iniciando assim um processo de cura com um renascer no espírito e no corpo.

Santa Hildegarda descreve o papel dos anjos

”São grandíssimo o exército dos espíritos celestes. Eles resplandecem na vida bem-aventurada e vivem com grande honra e ornamento, porque quando foram criados por Deus, não se assoberbaram, mas tenazmente perseveram no divino amor. De facto, ao acolher o fulgor de fogo, conseguiram um puríssimo esplendor. Isto explica porque é que, Lúcifer com os seus tentou revoltar-se contra o Criador supremo, nos anjos despertou, aquando da sua queda e dos seus fautores, o zelo de Deus. Vestiram a vigilância da predilecção divina, enquanto aqueles abraçaram o torpor da ignorância com que com não quiseram reconhecer Deus.
De que modo? 
”Aquando da queda do diabo, um grande louvor nasceu naqueles espíritos angélicos que, com Deus, perseveraram na rectidão. De facto, conheceram com uma visão tão clara e profunda quanto Deus é imóvel, sem nenhuma mudança no seu poder, a ponto de não poder ser superado por nenhum adversário. Assim, ardendo no seu amor e perseverando no seu caminho recto, desprezaram toda a sorte de poeira de injustiça.”

Por causa da soberba, Lúcifer, se vangloriou e quis exercer os seus dotes, longe de Deus. Então foi expulso com os seus seguidores para o fogo ardente, e de brancos tornaram-se negros. Diz a Santa:

”Se Deus não tivesse repelido a sua presunção, teria sido injusto, porque teria favorecido aqueles que queriam dividir a integridade da divindade. Mas expulsou-os e aniquilou a sua impiedade, afastando da face da sua luz todos aqueles que tentaram opor-se a Ele. Mostra-o o meu servo (Job):
”Quantas vezes se apaga a lâmpada dos ímpios e cai sobre eles a desgraça? Que sofrimento lhes infligiu a ira de Deus? Serão como a palha arrastada pelo vento, como cinza tragada pelo turbilhão?”(Job.21,17-18)

Santa Hildegarda fala-nos da luta constante entre o bem e o mal.

”Desde a primeira traição até ao seu ocaso, o diabo não cessa de estimular os cinco sentidos do homem com os vícios mais variados e dissoluto. Hipocritamente, ele finge rectidão; mas ao fazer assim, arrasta os homens para o caminho errado das suas artes imundas. 
Deste modo, atinge a profunda tristeza, frustração, insensata falta de respeito, ambição falácia, difamação pungente, hipocrisia vergonhosa, juntamente com uma grande quantidade de perversidade que levam à ruína quem cai lá dentro”.

”Gota a gota, ele derrama sobre os homens a tristeza do mundo, fazendo-a crescer como uma erva daninha exuberante, porque não conseguem fazer absolutamente mais nada, tanto nas coisas espirituais como nas coisas seculares, ou, então, faz com que se tornem pessoas apagadas e estupidamente incolores, que nem sequer procuram esconder a sua infâmia nem diante de Deus nem diante dos homens.”

Os cristãos não podem impedir a acção do maligno, nem o advento do anti-Cristo, contudo pode manter a fé e a observância dos mandamentos e a obediência a sagrada escritura e a Igreja lutando ao lado de Deus, e confiando na sua ajuda Divina, sendo sal da terra, e luz para o mundo, procurando todos os dias a perfeição e a santidade. A confiança em Deus, sem nunca o abandona-lo, que tem uma meta preestabelecida de modo imutável e que será  atingida, de acordo o seu projecto, e , então a Igreja triunfará.

”Os fiéis devem imitar fielmente Aquele que é o seu chefe, e voltar a pôr a sua esperança nas coisas celestes, fortalecendo-se com generoso desejo das obras boas”.

Oração: O Espírito de vida

Ó Fogo do Espírito consolador, vida da vida de toda a criatura, és santo: dás vida a toda a beleza; és santo: Tu Te dignas reconfortar com Teu óleo os que estão perigosamente abatidos; és santo: enxugas os ferimentos menos limpos, ó sopro santidade!
Ó protecção de vida, esperança para todos os membros da Igreja reunidos, ó refúgio de beleza, salva os bem-aventurados!
Guarda os que o inimigo fez cativos, liberta os que estão acorrentados, e que o divino poder quer, no entanto, salvar!
Fazes andar as nuvens, fazes o ar percorrer os espaços, dos rochedos brotar água, correr a água em riachos e a terra exibir seu manto de verdura.
Também és Tu que guias os sábios, e a inspiração da sabedoria os enche de júbilo, louvor a Ti, que és o louvor e a alegria da vida, a esperança e a honra não-violada, o distribuidor de toda luz. Amem!

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