Santa Gema Galgani

Santa Gema, nasceu a 12 de Março de 1878, na cidade de Camigliano em Itália , numa família de oito irmãos, sendo seus pais verdadeiros exemplos de vida cristã. Henrique Galgani, farmacêutico  e  Aurélia Landi que falecera  tendo Gema apenas 8 anos, e seu pai morre quando ela completa 18 anos, sendo acolhida por uma família até a sua morte em 1903.
Gema era muito bonita, sorridente e doce, aos 20 anos aparecia-lhe muitos pretendentes, mas Gema os afastava dizendo-lhes ”Muito obrigado, mas sou toda de Jesus”.
Gema era serena e sensível, com um coração amoroso e preocupado com os mais pobres, estava sempre disposta a ajudar a todos que lhe procuravam.
Gema descreve em sua autobiografia , em 1899 que Cristo  manifestou-se a ela com suas Chagas abertas, e delas saia não sangue mas fogo, que lhe chegam as mãos, juntos acompanhavam o seu anjo e a Virgem Maria, que a consolavam. Também recebe de Jesus a Coroa de espinhos. A presença da Virgem Maria, dos anjos e alguns santos soa constantes na vida da Santa Gema. Santa Gema cai enferma muitas vezes e sofre muito, com as chagas da Paixão, mas a Virgem os santos anjos e os santos a encorajam e acompanham e aliviam sempre nos momentos cruciais. Quando Gema estava muito grave para morrer seu director espiritual vai ao seu encontro para ajudar-la e socorrer-la. Ao ver junto do seu leito o padre, Gema diz emocionada: ”Vou com Jesus, padre agora sim , sei que vou para o Céu”. Abraça a Cruz, com uma última despedida, olha a imagem da Virgem Maria e tranquila serena entrega-se a Deus às 3.45 de um sábado Santo no dia 11 de Abril de 1903, com 25 anos.
Os seus poucos anos de vida , foram sempre um fogo ardente de amor para com Jesus Crucificado. Seus dias eram sempre dedicados a reparação, com visitas a Jesus sacramentado, missas e ajuda ao pobres.
No dia 16 de Junho de 1902 escreve no seu livro as promessas feitas a Jesus:
”Meu querido Jesus, aqui me tens prostrada a seus pés. Não queira se afastar agora por que sou pecadora . No passado eu te ofendi muito meu Jesus, mas agora apresento-Te todas as minhas culpas, meus pecados…..não mereço perdão mas considera o quanto vale todo o seu sofrimento na Cruz por mim, aquele sangue que corre das Vossas Veias. Neste momento , meu Deus fecha os olhos para os meus desméritos e abre os olhos para os seus infinitos méritos. Perdoa-me se morrestes também por mim e meus pecados e perdoa-me todos , para que de agora em diante não sinta mais esse pese que tanto me oprime.
Ajuda-me, meu Jesus quero ser boa a todo custo, Toma-me , destrói, aniquila tudo o que não é conforme a sua vontade. Rogo-Te, meu Jesus que me ilumine para poder caminhar na Sua luz.
Prometo: 1- Não procurar nenhum alivio em coisa alguma , e aceitar tudo absolutamente tudo. 2- Unir-me a Deus mais estreitamente com doce voto de obediência. obedecendo qualquer pessoa em tudo que me mande.quer dizer nas coisas que acontecem ordinariamente e espiritual. 3- Unir-me mais a Jesus com doce vinculo da castidade. 4- Unir-me mais a Jesus, com doce vinculo da pobreza. 5- e quando orar, procurar fazer sempre o mais perfeito possível.
Desde muito tempo que sinto que Jesus deseja muito ardentemente que faça este último voto. Diante de Deus, de minha Mãe Maria Santíssima, de meu anjo da Guarda, e a partir deste momento prometo que antes de trabalhar, falar antes de fazer qualquer coisa, procurarei primeiro fazer o que for mais perfeito.

19 de Julho – Aparece-lhe Jesus que coloca na cabeça de Gema a sua coroa de espinhos.

Esta tarde, finalmente, depois de seis dias de padecimentos pela ausência de Jesus, me recolhi um pouco. Me pus a orar, como de costume em cada quinta-feira; tivesse desejado estar de joelhos, mas a obediência queria que estivesse na cama, e assim o fiz; me pus a pensar na crucificação de Jesus. Ao principio não senti nada, passados uns minutos comecei a sentir um pouco de recolhimento: Jesus estava perto. Ao recolher-me, aconteceu-me como que em outras vezes: perdi os sentidos e me encontrei com Jesus, que sofria penas horrorosas.

Como ver sofrer Jesus e não ajudar-lhe? Senti então um grande desejo de padecer, e pedi a Jesus que me concedesse esta graça. Agradou-me de seguida e sucedeu como havia sucedido em outras vezes: aproximou-me e tirou de sua cabeça a coroa de espinhos e colocou-a sobre a minha, deixando-me logo em paz. Via que eu o observava muito silenciosa e compreendi, em seguida, um pensamento que me veio a mente; pensei:

“Acaso Jesus já não me quer, porque quando quer dar-me a entender que me ama, costuma encaixar-me bem a coroa na cabeça ou à volta da mesma.”

Jesus o entendeu e com as suas mãos aplicou-me bem nas têmporas. São momentos dolorosos, mas ao mesmo tempo felizes. Passei uma hora sofrendo com Jesus. Tivesse querido estar assim toda a noite, mas, como Jesus ama tanto a obediência, submeteu-se Ele mesmo a obedecer ao confessor e, passada uma hora, me deixou: quero dizer que já não se deixou ver mais a mim. Mas aconteceu uma coisa que nunca havia acontecido. Cada vez que me põe a coroa na cabeça, Jesus tem o hábito de tirar-me a coroa e colocar-la outra vez na sua, ao deixar-me: ontem, em troca, deixou-me até cerca das quatro. Para dizer a verdade, sofri um pouco, por outro lado, só uma vez cheguei a queixar-me. Jesus me perdoará se alguma vez me queixo, pois é sem querer. O mais rápido movimento me causava dor vivíssima. Era tudo pura fantasia.

Domingo, 5 de Agosto

Hoje, domingo, supliquei ao anjo, que tivesse a bondade de dizer a Jesus que não poderia fazer a meditação sobre a paixão porque não me sentia bem, que já veria se a faria pela tarde. Quando chegou a tarde, encontrei-me sem vontade, deitei-me e fiz a preparação e fiquei recolhida só interiormente. Não perdi os sentidos, e fiquei em oração uma hora.

É de dizer que a meditação dos domingos é sempre sobre a ressurreição ou melhor o paraíso: mas Jesus me da a entender que não quer todavia de mim esta meditação, pois a mente voa em seguida a algum ponto da paixão. Faça-se a sua vontade.

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