Santa Brígida

Santa Brígida era da família real da Suécia, teve 8 filhos, entre eles S. Catarina da Suécia. De pleno acordo com o esposo, que se fez monge cisterciense, ela seguiu a via religiosa e fundou o mosteiro de Vadstena, que foi um poderoso centro de religião e cultura na Suécia.
Era um mosteiro misto, com duas clausuras separadas e com uma Igreja em comum. S. Brígida viveu aí durante um tempo e esteve 15 anos em Roma, exercendo aí grande influência. Depois de uma viagem à Terra Santa, veio a morrer em Roma em 23 de Julho de 1373 com 70 anos.
S. Brígida foi favorecida por revelações celestiais, e com grandes promessas da parte de Jesus. ela está no número daqueles grandes místicos da Igreja. Deixou como legado uma ampla obra escrita sobre suas revelações e visões, entre elas consta as 15 orações reveladas por Nosso Senhor, na Igreja de São Paulo, em Roma. Também os Sete Pai Nosso, concedendo grande graças a quem rezasse essas orações, que foram completamente aprovadas pela igreja.
Santa Brígida, desejava saber do Salvador o número de golpes que o Divino recebera na Sua Paixão, e um dia Jesus apareceu-lhe e disse-lhe: ”Recebi 5.480 golpes no meu Corpo, e se quiseres honrá-Los com alguma devoção, diz 15 Pai Nossos e 15 Avé Marias, com as seguintes orações, que lhe ditou, e se fizerdes durante um ano; ao fim deste tempo terás honrado cada uma das minhas Chagas”.
Diz Santa Brígida que o Senhor fez as seguintes promessas a quem o honrasse com essas orações, durante um ano seguido:
1- Libertará 15 almas, da sua família, das penas do Purgatório;
2- 15 justos da sua família serão confirmados e conservados em graça;
3- 15 pecadores, pertencentes à sua família, converter-se-ão;
4- A quem as recitar obterá os primeiros graus de perfeição;
5- 15 dias antes da sua morte, Eu dar-lhe-ei o Meu Precioso Corpo para que por Ele seja libertada da fome, e dar-lhe-ei o meu Precioso Sangue a beber para que não tenha eternamente sede;
6- 15 dias antes da morte, terá um perfeito conhecimento dos seus pecados e por eles terá profunda contrição.
7- Porei o sinal da Minha Cruz Vitoriosa diante dela para sua segurança e defesa contra os embustes do inimigo.
8- Antes da morte, virei com a Minha queridíssima Mãe e receberei benevolente a sua alma e conduzi-la-ei às alegrias eternas;
9- E tendo-a levado até lá, dar-lhe-ei a beber um gole especial da fonte da Minha Divindade, o que não farei com outras que não tiverem rezado as minhas orações.
10- Quem rezar estas orações tem a promessa de se juntar ao primeiro coro dos Anjos e quem as ensinar a outros não lhe faltará alegrias e mérito, que durarão eternamente.
11- Onde se rezarem estas orações, o Senhor estará presente com as suas Chagas.
12- Além disso, diz-se também que: ”Quem quer que tenha vivido durante trinta anos em pecado mortal e recite devotadamente ou se tenha proposto rezar estas orações, será perdoado pelo Senhor; libertar-se-á de más tentações; conservará os seus cinco sentidos; evitará morte repentina; livrará a sua alma das penas do inferno; obterá tudo o que, de útil para sua alma, pedir a Deus e à Santíssima Virgem; e se viveu segundo a sua própria vontade e tivesse de morrer no dia seguinte, a sua vida prolongar-se-ia.
Todos estes privilégios foram prometidos por Nosso Senhor Crucificado a Santa Brígida, com a condição de que recitasse todos os dias, durante um ano, estas Orações. Também sendo valido para todos quantos as recitem, devotadamente, durante um ano.

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Oração ditada por Jesus :

Primeiro, Um Pai Nosso, Ave Maria,
Ó Jesus ! Doçura eterna para todos os que Vos amam, alegria que ultrapassa toda a alegria e todo o desejo, esperança e salvação dos pecadores, que testemunhastes  não ter maior alegria do que estar entre os homens, até tomar a natureza humana na plenitude dos tempos por amor deles, lembrai-vos dos sofrimentos que padecestes desde o momento da Vossa Concepção e, sobretudo, durante a Vossa Santa Paixão, como tinha sido decretado e ordenado desde toda a eternidade no pensamento divino. Lembrai-Vos, Senhor, que estando na Ceia com os vossos discípulos, depois de lhes terdes lavado os pés, destes-lhes o Vosso Sagrado Corpo e Precioso Sangue e, consolando-os com doçura, predisseste-lhes também a Vossa Paixão. Lembrai-Vos da tristeza e amargura que experimentaste em Vossa Alma como testemunhastes ao dizer: ” A minha Alma está triste até à morte”. Lembrai-Vos, Senhor, de todos os temores, angustias e dores que sofrestes em Vosso delicado Corpo antes do suplício da Cruz, quando, depois de terdes orado três vezes  derramado suor de sangue, fostes traído por Judas, Vosso discípulo, preso pela Nação que havíeis escolhido e ensinado, acusado, por falsas testemunhas, julgado injustamente por três Juízes, na flor da Vossa juventude, e nas festas solenes da Páscoa. Lembrai-Vos que fostes despojado da Vossa roupa e Vestido desprezivelmente, que Vos vendaram os olhos e a cara, que Vos puseram uma cana na mão e que, atado a uma coluna, fostes horrivelmente açoitado e repleto de afrontas e ultrajes.
Em memória de todas estas penas e dores que suportastes antes da Vossa Paixão na Cruz, dai-me, antes da minha morte, uma verdadeira contrição, uma sincera e completa confissão, uma justa penitência e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja.

Segunda Oração: Reza -se, Pai Nosso, Avé Maria,
Ó Jesus! Verdadeira liberdade dos Anjos, Paraíso de delícias, lembrai-Vos da horrível tristeza que sofrestes quando os Vossos inimigos vos rodearam como leões furiosos e com milhares de injurias, bofetadas, escarros, arranhadelas e outros espantosos tormentos, vos martirizaram à vontade.
Por estes tormentos e pelas palavras injuriosas eu Vos suplico, ó  meu Salvador, que me livres de todos os meus inimigos, visíveis e invisíveis, e que me façais chegar, com a Vossa Protecção, à salvação eterna. Assim seja.

Terceira oração: rezar um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Criador do Céu e da Terra, que nenhuma coisa pode conter ou limitar, Vós que tendes poder sobre todas as coisas, lembrai-Vos da dor tão amarga que suportastes quando os soldados, atando as Vossas sagradas mãos e os Vossos delicados pés à Cruz, os cravaram de um ao outro lado com grossos pregos, e não Vos vendo na posição que queriam, para contentar a sua raiva, aumentaram mais ainda Vossas Chagas, dando origem a dor sobre dor, ao esticar-Vos com uma inacreditável crueldade sobre a Cruz, puxando-Vos de todos os lados, deslocando os Vossos membros.
Suplico-Vos que , em memória desta santa e amada dor sobre a Cruz, me deis o Vosso amor e santo temor.Assim seja.

Quarta oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Médico Divino, elevado sobre a Cruz para curar as nossas Chagas com as Vossas, lembrai-Vos das dores e dos martírios que sofrestes em todos os Vossos membros, dos quais nem um só ficou em seu lugar, de modo que não houve dor semelhante à Vossa. Da planta dos pés ao alto da cabeça, nenhuma parte do Vosso corpo esteve sem tormento; e, contudo esquecendo as Vossas dores, não vos cansastes de orar ao Pai, pedindo-lhe pelos Vossos inimigos, dizendo-lhe: ”Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”.
Por esta tão grande Misericórdia e em memória destas dores fazei que a recordação da Vossa amaríssima Paixão opere em mim uma perfeita contrição e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja.

Quinta oração: Reza-se Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus ! Resplendor da Luz Eterna, lembrai-Vos da tristeza que tivestes quando, ao contemplar na luz da Vossa Divindade e predestinação de todos aqueles que deviam ser salvos pelos méritos da Vossa Paixão, vistes ao mesmo tempo a multidão de réprobos que iriam ser condenados pelos seus pecados e chorastes amargamente por estes infelizes pecadores, perdidos e desesperados.
Por este abismo de compaixão e de piedade e, principalmente, pela grande bondade que revelaste para o bom ladrão, ao dizer-lhe ”Hoje mesmo estará comigo no Paraíso”, eu Vos suplico, ó doce Jesus, que na hora da minha morte tenha misericórdia de mim. Assim seja.

Sexta oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Rei amável e desejável, lembrai-Vos da dor que tivestes quando nu e como um miserável, pregado e elevado na Cruz, fostes abandonado por todos os Vossos amigos e parentes, excepto a Vossa queridíssima Mãe, que permaneceu com S. João, fielmente junto de Vós na agonia, e que entregastes um ao outro dizendo: ”Mulher, eis ai o teu filho”, e a S. João, ”Eis ai a tua Mãe”.
Suplico-Vos, meu Salvador, pela espada de dor que então trespassou a alma da Vossa Santa Mãe, que tenhais compaixão de mim em todas as aflições e tribulações, tanto corporais como espirituais, e que me assista em todas as minhas provas, sobretudo na hora da minha morte. Assim seja.

Sétima oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus ! Fonte inesgotável de piedade, que por um profundo amor, dissestes sobre a Cruz: ”Tenho sede”– mas sede de salvação do género humano…
Ó meu Salvador, peço-Vos que acendais em meu coração o desejo de ascender à perfeição em todas as minhas obras e de extinguir em mim próprio a concupiscência carnal e o ardor dos apetites mundanos. Assim seja

Oitava oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Doçura dos corações, suavidade do espírito, pela amargura do fel e do vinagre que provastes na Cruz por nosso amor, concedei-me receber dignamente o Vosso Corpo e Sangue precioso, durante a minha vida e à hora da morte, para servir de remédio e consolação à minha alma. Assim seja.

Nona oração: reza-se um Pai Nosso , Avé Maria;
Ó Jesus! Virtude real, alegria do espírito, recordai-Vos da dor que padecestes quando, cheio de amargura pela proximidade da morte, insultado e ultrajado pelos judeus, bradastes ter sido abandonado pelo Vosso Pai, dizendo-lhe: ”Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?”.
Por esta angústia, suplico-Vos, ó meu Salvador, que não me abandoneis nos terrores e nas dores da morte. Assim seja.

Décima oração: um Pai Nosso , Avé Maria;
Ó Jesus! Que sois o princípio e o fim, a vida e a virtude de todas as coisas, recordai-Vos que mergulhastes por nossa causa num abismo de dores, da planta dos pés até à cabeça.
Em memória da grandeza das Vossas Chagas, ensinai-me a guardar os Vossos Mandamentos por uma verdadeira Caridade, Mandamentos que são uma via larga e fácil para aqueles que Vos amam. Assim seja.

Décima primeira oração: um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Profundíssimo abismo de Misericórdia, em memória das Vossas Chagas, que penetraram até à medula dos Vossos ossos e das Vossas entranhas, suplico-Vos: livrai-me do peso das minhas ofensas, da lama do pecado, e escondei-me, nas fendas das vossas Chagas, da vossa face irritada, até que a Vossa cólera e justa indignação tenha passado. Assim seja.

Décima segunda oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Espelho de Verdade, sinal de Unidade e laço de Caridade, lembrai-Vos das Vossas inúmeras Chagas, que se estenderam da cabeça aos pés, lacerado e ensanguentado pela efusão do Vosso Sangue adorável! Ó grande e universal dor que Vós sofrestes por nosso amor, na Vossa carne virginal! Ó dulcíssimo Jesus, que mais poderei fazer por nós que não tenhais feito?
Suplico-Vos, ó meu Salvador, que marqueis com o Vosso Preciosíssimo Sangue todas as Vossas Chagas no meu coração, para que eu aí possa ler, sem cessar , as Vossas dores e o Vosso amor. Que por uma fiel memória da Vossa Paixão se renove na minha alma o fruto dos sofrimentos e que o Vosso amor aumente todos os dias na minha alma, até que eu chegue a Vós, que sois o tesouro de todos os bens e de todas as alegrias, que eu Vos suplico me deis, ó doce Jesus, na vida eterna. Assim seja.

Décima terceira oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Leão poderoso, Rei imortal e invencível, recordai-Vos da dor que suportastes quando todas as Vossas forças, tanto do coração como do corpo, chegaram ao esgotamento e, inclinando a cabeça, Vos dissestes: ”Tudo está consumado”.
Por esta angústia e dor, suplico-Vos, Senhor Jesus, que tenhais piedade de mim no último instante da minha vida, quando a minha alma estiver na agonia e o meu espírito conturbado. Assim seja.

Décima quarta oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Filho Unigênito do Pai, esplendor e figura da Sua Substância, lembrai-Vos da ardente e humilde recomendação que fizestes a Vosso Pai, quando Lhe dissestes: ”Pai, em Vossas Mãos entrego o Meu Espírito”.
Depois com o Vosso Corpo lacerado e com as entranhas da Vossa Misericórdia abertas para o nosso resgate, expirastes na Cruz!
Por esta preciosa morte rogo-Vos, ó Rei dos Santos, que me conforteis e me socorrais para resistir ao demónio, à carne e ao sangue, afim de que estando morto para o mundo, viva só em Vós. Na hora da minha morte, recebei a minha alma peregrina e desterrada que a Vós regressa. Assim seja.

Décima quinta oração: reza-se um Pai Nosso, Avé Maria;
Ó Jesus! Vinha verdadeira e fecunda, lembrai-Vos da abundante efusão de sangue que generosamente derramastes do Vosso Sagrado Corpo como as uvas sob a prensa.
Do Vosso lado trespassado pela lança do soldado, destes-nos Sangue e Agua , de tal modo que não sobrou sequer uma única gota e, enfim, como feixe de mirra elevado sobre a Cruz, a Vossa carne delicada foi aniquilada, o líquido das Vossas entranhas esgotado, e a medula dos vossos ossos secada.
Por esta amarga Paixão e pela efusão do Vosso Precioso Sangue, suplico-Vos, ó bom Jesus, que recebais a minha alma quando estiver na agonia. Assim seja.

Oração final:
Ó bom Jesus! Feri o meu coração para que as lágrimas de penitência, dor e amor, me sirvam de pão dia e noite. Convertei-me totalmente a Vós; que o meu coração seja uma perpétua morada para Vós; que a minha conduta Vos seja agradável e que o fim da minha vida Vos seja tão agradável que depois da minha morte possa merecer o Vosso Paraíso e louvar-Vos, bendizer-Vos e adorar-Vos para sempre, com todos os Santos . Assim seja.

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