San Juan de La Cruz

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San Juan de La Cruz nació en Fontiveros , 1542 y nurió en Úbeda, 1591. Tuvo una existencia corta, de sólo 49 años, en tres períodos distintos:

21 años con el nombre de Juan de Yepes, en el seno de una familia de pobres y en tres localidades cercanas: Fontiveros, Arévalo y Medina del Campo.
5 años como fraile en la Orden del Carmen, con el nombre de Frey Juan de Santo Matía: el año del noviciado en Medina del Campo y cuatro como estudiante de teológia en Salamanca, donde fue ordenado sacerdote.
23 años como carmelita descalzo en la Reforma Teresiana y con el nombre de Fray Juan de la Cruz. Es la etapa más larga de su vida, también la más fecunda, en tres escenarios geográficos: diez años en estrecha colaboración con Santa Teresa por conventos de Castilla ; Duruelo, Mancera, Alcalá, Pastrana, Ávila, más el paréntesis de nueve meses en la cárcel de Toledo; otros diez años por conventos de Andalucía, El Calvario, Baeza, Granada; y los tres años finales en el convento de Segovia.

San Juan de La Cruz es un místico y a la vez un extraordinario poeta, el poeta místico por antonomasia de la literatura española, con apenas 15 poemas, que no llegan a mil versos, y de los cuales 264, correspondientes a la trilogía lírica de Cántico-Noche-Llama, le han hecho justamente famoso. Su obra en prosa se basa  fundamentalmente en esta trilogía: el poema de la Noche, 40 versos, sobre el que escribió dos comentarios: Subida del Monte Carmelo y Noche oscura; el poema del Cántico, 200 versos, que declara en el Cántico Espiritual; y el poema de la Llama, 24 versos, que comenta en la Llama de amor viva. ”Poesía es voz de lo inefable. A pocos poetas les ha sido dado tener esa voz. En España la tuvo san Juan de la Cruz”

Dichos de luz y amor, Fr. Juan de la Cruz:

-”! Oh Señor Dios mío! ? quién te buscará con amor puro y sencillo que te deje de hallar muy a su gusto y voluntad, pues que tú te muestras primero y sales al encuentro a los que te desean? (n. 2)

– ! Oh dulcísimo amor de Dios mal conocido! El que halló sus venas descansó”(n. 16).

-”Más agrada a Dios una obra, por pequeña que sea, hecha en escondido, no teniedo voluntad de que se sepa, que mil hechas con gana de que las sepan los hombres ”(n. 20).

– ”El alma enamorada es alma blanda, mansa, humilde y paciente. El alma dura en su propio amor se endurece. Si tú en tu amor, !oh buen Jesús!, no suavizas el alma, siempre perseverará en su natural dureza”(n. 28-30).

-”No te conocía yo a ti, !oh Señor mío!, porque todavía quería saber y gustar cosas.
Múdeses todo muy enhorabuena, Señor mío, porque hagamos asiento en ti” (n. 32-33)

-”Tú, Señoe, vuelves con alegría y amor a levantar al que te ofende, y yo no vuelvo a levantar y honrar al que me enoja a mí”(n. 46).

-”!Señor, Dios mío!, no eres tú extraño a quien no se extraña contigo. ? Cómo dicen que te ausentas tú? (n. 49).

-”Yéndome yo, Dios mío, por doquiera contigo, por doquiera me irá como yo quiero para ti”(n.52).

-”A la tarde te examinarán en el amor. Aprende a amar como Dios quiere ser amado, y deja tu condición”(n. 59).

Oración de alma enamorada:

No me quitarás, Dios mío, lo que una vez me diste en tu único Hijo Jesucristo, en que me diste todo lo que quiero; por eso me holgaré que no te tardarás si yo espero.
Míos son cielos y mía es la tierra; mías son las gentes, los justos son míos, y míos los pecadores; los ángeles son míos, y la Madre de Dios, y todas las cosas son mías, y el mismo Dios es mío y para mí, porque Cristo es mío y todo para mí.
Pues, ?qué pides y buscas, alma mía?
Tuyo es todo esto, y todo es para ti.
No te pongas en menos ni repares en migajas que se caen de la mesa de tu Padre.
Sal fuera y gloríate en tu gloria; escóndete en ella y goza, y alcanzarás las peticiones de tu corazón..(fr. Juan de la Cruz).

São João da Cruz, homem de fé e místico da noite, filho de uma família pobre, mas destaca, acima de tudo, sua eminente santidade, assim como era entendida na época em que foi canonizado, uma imagem de pureza celestial. Tudo leva-nos crer que o pequeno mas só em estatura, João, passou boa parte de sua vida mendigando para si ou para a instituição dos doctrinos em Medina,à qual a mãe o confiara para que aprendesse as primeiras letras, ou para o hospital de las Bubas, onde trabalhou enquanto estudava no colégio dos Jesuítas.
A experiência da pobreza na família, e depois no hospital, com o sofrimento humano que foi evidenciando, foram sem duvida para o jovem João, a primeira escola de vida , de humildade e de amor de Deus.

Foram anos de formação, não conseguiu ganhar a vida, como filho de tecelão; e diz:-”Nem todo aquele que sabe desbastar a madeira sabe entalhar a imagem, nem todo que sabe entalhar sabe perfilá-la; e nem todo que sabe pinta-la saberá dar-lhe a última de mão e perfeição”. Embora tenha aprendido muito depressa a ler e a escrever muito bem, mostrando muito mais habilidades para o trabalho intelectual. Essas habilidades de jovem e trabalhador não passa desapercebida para seus tutores. João porem, não  fica muito tempo no hospital ,e acaba escolhendo entrar na antiga ordem do Carmelo. Escolhia o amor , o silêncio e atracção irresistível para a contemplação; o que faz a aceitar a proposta de Santa Teresa, e de unir-se a seu projecto de reforma do Carmelo. Esta escolha o ajudou a progredir no conhecimento de Deus, mais do que pelo caminho da doutrina. A caminhada no qual como teólogo se iniciou, cresceu muito rapidamente , devido a experiência adquirida com as irmãs do Carmelo ,na qual ele acompanha  por toda sua vida.
Tudo ou quase tudo que sabemos de João vem de seus escrito, poemas, e versos, alguns avisos e sentenças, bilhetes, e algumas cartas, com muito poucas referencias à vida de seu autor. Sabemos entretanto , que seu fervor de amor a Deus fica em tudo que fez evidenciado. O centro de tudo em sua vida, é sem duvida a consciência mais aguda do mistério de Deus, no seu interior, e exterior, fazendo da pessoa humana um ser para Deus.

Por se ter aprofundado na experiência Divina, sabe melhor que ninguém, que Deus é o mistério insondável de transcendência única e inesgotável.Diz-nos o místico:”Deus está acima de tudo”; ”Deus não tem proporção com criatura alguma”;” todo o ser das criaturas comparado com o ser infinito de Deus é nada”; Deus é incomparável”; ”inefável”; ….portanto o mais próximo de Deus é nada.

”Uma das grandes graças que Deus concede nesta vida a uma alma, por meio de algum vestígio, é dar-lhe a entender e sentir tão absolutamente a respeito de Deus, que ela entende com clareza que não pode entendê-lo totalmente.”

CONTEMPLAÇÃO SEGUNDO O MESTRE SÃO JOÃO DA CRUZ.

Os sinais de que a alma entrou em contemplação, segundo S. João da Cruz, são o seguintes:
1- Quando a alma gosta de estar a sós com a atenção amorosa e serena em Deus.
2- Deixar estar a alma serena e quieta, atenta a Deus, ainda que pareça estar perdendo tempo, com paz interior, quietude e descanso.
3- Deixar a alma livre, sem se preocupar em pensar ou meditar. Somente atenção tranquila e amorosa a Deus.
4- Silêncio- Fazer vazio interior. Suspender a actividade dos sentidos. Esquecer recordações, desligar-se das preocupações. Isolar-se do mundo exterior e interior. Não pensar em nada. Melhor, não pensar nada.
5- Ficar mais além do sentir e da acção sem se fixar em nada, sem olhar nada, nem dentro nem fora.
Fora de mim, nada. Dentro de mim, nada.
Que resta? Uma atenção de mim mesmo a mim mesmo, em silêncio e paz.
6- Presença- Abrir a atenção para o Outro, na fé, como quem olha sem pensar, como quem ama e sente que é amado.
Evitar”imaginar” Deus. Toda a imagem ou forma de Deus deve desaparecer. É preciso ”silenciar” Deus de tudo o que signifique localidade. A Deus não corresponde o verbo estar, mas o verbo ser. Ele é a Presença Pura e Amante e Envolvente e Com penetrante e Omnipresente.
7- Fica só um Tu para o qual eu sou uma atenção aberta, amorosa e calma.
Praticar o exercício auditivo até que a palavra ”caia” por si mesma. Ficar sem pronunciar nada com a boca ou com a mente.

Olhar e sentir-se olhado.
Amar e sentir-se amado.
Eu sou como uma praia. Ele é como o Mar.
Eu sou como o campo. Ele é como o Sol.
Deixar-se iluminar, inundar, AMAR.
Deixar-se amar.
Fórmula do exercício auditivo:
Tu me sondas.
Tu me conheces.
Tu me amas.

Graus de Perfeição segundo São João, são como uma direcção e motivação para o caminho do peregrino que deseja chegar com zelo a perfeição do espírito. São João, tinha o dom para acompanhar, mestre da espiritualidade que entendia as almas, porque sabia escutar. Deus lhe envia pessoas para que ele cresça na relação de acompanhar, e ser aperfeiçoado na qualidade de seu magistério. Mestre sempre exigente nas coisas do espírito, sabia infundir segurança, e tinha um carisma de cativar todos para Deus.
Graus de Perfeição:
1- Por tudo quanto há  mundo, não cometer pecado algum, nem praticar conscientemente nenhum venial, ou qualquer imperfeição conhecida.
2- Procurar andar sempre na presença de Deus, quer seja real, imaginária, ou unitiva, conforme se acomodar às obras.
3- Não fazer coisas nem dizer palavras notáveis que Cristo não diria nem faria se vivesse no estado em que eu estou e tivesse a idade e saúde que eu tenho.
4- Procure em todas as coisas a maior honra e glória de Deus.
5- Não trocar a oração mental por trabalho algum; ela é o sustento da alma.
6- Não omitir o exame de consciência devido às ocupações, e fazer alguma penitência por cada falta cometida.
7- Lamentar muito qualquer tempo perdido ou que vê passar sem amar a Deus.
8- Em todas as coisas que fizer, grandes ou pequenas, tenha a Deus como fim, pois, caso contrário, não crescerá na perfeição nem no mérito.

9- Nunca falte à oração. Persevere nela, sobretudo quando sente aridez e dificuldades, porque Deus muitas vezes quer ver o que existe na sua alma, e isso não se prova com a facilidade e o gosto.
10- Do céu e da terra sempre o mais pequeno; o lugar e o oficio sempre o mais humilde.
11- Nunca se intrometa naquilo que não lhe é mandado, nem teime em coisa alguma, mesmo que tenha razão. E no que lhe for mandado, se lhe derem o pé,- como se diz-, não queira também a mão. É nisto que alguns se enganem, porque, não prestando a devida atenção, julgam que têm de fazer aquilo que nada os obriga.
12- Não se importe com as coisas dos outros, quer sejam boas ou más, porque, além do perigo de pecar, são motivo para distracções e apoucam o espírito.
13- Procure confessar-se sempre com grande consciência da sua miséria, e com claridade e pureza.
14- Ainda que as coisas da sua obrigação e o ofício se venham a tornar difíceis e desagradáveis, não desanime, porque não há-de ser sempre assim. Deus, que prova a alma no cumprimento dos seus deveres (Sl 93,20), depressa lhe dará o bem e a recompensa.
15- Em tudo o que lhe acontecer, quer lhe seja favorável ou adverso, há-de lembrar-se sempre que isso vem de Deus, de modo a não se envaidecer num caso nem desanimar no outro.
16- Lembre-se sempre de que veio só para ser santo. Por isso, nunca admita nada na sua alma que não o encaminhe para a santidade.
17- Seja sempre mais amigo de contentar os outro do que a si mesmo, pois deste modo não sentirá inveja nem superioridade em relação aos outros. Isto, entenda-se, no caso de contribuir para a perfeição, porque muito se aborrece Deus com os que não antepõem o que Lhe agrada ao beneplácito dos homens.

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