O Sudário de Turim

santo-sudario-20100326094754Jesus é sepultado 
José de Arimateia era discípulo de Jesus, mas às escondidas, porque tinha medo das autoridades dos Judeus. Depois disto, ele foi pedir a Pilatos para retirar o corpo de Jesus. Pilatos deu-lhe autorização. Então ele foi e retirou o corpo de Jesus. Nicodemos também foi. Nicodemos era aquele que antes tinha ido à noite encontrar-se com Jesus. Levou mais de 30 quilos de uma mistura de mirra e resina perfumada. Então tomarão o corpo de Jesus e envolveram-n’O com panos de linho e perfumes, como os Judeus costumam sepultar.

No lugar onde Jesus fora crucificado havia um jardim, onde estava um túmulo, em que ninguém ainda tinha sido sepultado. Então, por causa do dia de preparativos para a Páscoa e porque o túmulo estava perto, colocaram lá Jesus.  (Jo 19. 38-42)

Jesus não está morto
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Ela viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. Então saiu a correr e foi ter com Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava. E disse-lhes: “Tiraram do túmulo o Senhor e não sabemos onde O colocaram”.
Então Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos. Mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinando-se, viu os panos de linho no chão, mas não entrou. Então Pedro, que vinha atrás, chegou também e entrou no túmulo. Viu os panos de linho estendidos no chão e o sudário que tinha sido usado para cobrir a cabeça de Jesus. Mas o Sudário não estava, com os panos de linho, no chão; estava enrolado num lugar à parte.
Então o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também. Ele viu e acreditou. De facto, ainda não tinham compreendido a escritura que diz: “Ele deve ressuscitar dos mortos”. Os discípulos, então, voltaram para casa. (Jo 20. 1-10)

Sem TítuloTrata-se de um lençol fúnebre que ficou consagrado na história com o nome de Síndone, vocábulo indo-europeu que indica a região geográfica onde começou a ser fabricada esta qualidade de tecido de linho.
O Santo Sudário, foi estudado por muitos peritos, com pormenores sérios e rigorosos. Cientistas, ateus, agnósticos e judeus tentaram provar o mistério extraordinário da sua veracidade; escreveremos aqui uma síntese das suas descobertas: A Síndone ou o Santo Sudário está guardada em uma capela barroca em Turim na Sé Catedral. Tem o comprimento de 4 metros e 36 centímetros, por um metro e 10 de largura. Num dos lados vê-se uma forma um pouco irregular, à obra de uma tesoura. O corte pode ser explicado por um facto histórico: Em 1247, Balduíno II cortou um pedaço do Sudário, de cerca de 40 centímetros e enviou-o como relíquia, ao seu primo Luís IX, rei da França. Este por sua vez, cortou aos pedaços e distribuiu alguns pedacinhos por Mosteiros ou Igrejas de França, e uma porção maior ficou em ” Sante Chapelle ” em Paris para ser venerada.

O seu tecido é de linho, delicado, macio, de finíssima confecção, consistente, compacto, sua cor amarelada, desbotada, indicando o peso de séculos. Já em 1973 Mons. Petro Savio, como se pode ver no seu livro “Ricerche sul tessuto della Sindone“, tinha chegado às seguintes conclusões: Os fios de linho trama de urdidura foram torcido à mão; foi tecido por um tear manual; para confeccionar uma peça de 30 metros, afirma Savio, no período de uma semana seria necessário a mão de obra de pelo menos duas mulheres. No congresso Nacional de Sindologia, realizado em Outubro de 1987, na cidade de Siracusa, a professora Franca Pastore Trosselo apresentou um estudo mais preciso da estrutura têxtil do Sudário. Confirmou o que se sabia, até o momento, ou seja linho puro, urdidura torcidos no sentido horário, isto é da esquerda para a direita, à confecção dos fios é rude e irregular. Especificando mais, que cada fio da trama e da urdidura compreende 70 fibras de linho, aparecendo, por vezes um ou outro resíduo de algodão. O desenho da trama em “espinha de peixe” é muito semelhante aos tecidos dos primeiros séculos depois de Cristo, fazendo crer que provinha da região Sírio-Palestinense.
Outro facto que testemunha a velhice do tecido da Síndone, o qual, como bilhete de identidade dela inseparável, coloca o seu nascimento para além da idade média, é a sua cor amarelada.
Os peritos de medicina legal, que examinaram o Sudário ficaram espantados diante do misterioso, mas preciso conteúdo detalhado que o Santo Sudário, testemunha ao Mundo; o seu tecido decalcou de modo enigmático, a imagem somática, perfeita, em negativo fotográfico de um homem jovem morto de mais ou menos 30 a 35 anos muito ferido por ter sofrido visivelmente maus tratos, uma cruel flagelação, e uma coroação dolorosa de espinhos; com várias quedas no caminho do seu calvário, uma horrenda crucificação por meio de cravos, e apresentando no peito uma ferida aberta entre a quinta e a sexta costela, post-mortem, que uma lâmina cortante provocou.
A imagem das manchas hemáticas, (de sangue), por sua vez, é um positivo fotográfico constituído por sangue humano, pertencente ao grupo AB. Os exames de laboratório da NASA constataram que as fotografias do Santo Sudário são tridimensionais, isto é além do comprimento e largura das fotografias comuns, contém também uma dimensão de profundidade, o que significa que o tecido envolveu de verdade um corpo físico de um cadáver. Entretanto os peritos estão de acordo sobre o facto de que uma das causas que leva à morte um crucificado, em poucas horas, sem ajuda e sustento ao períneo, é a tetania, isto é a dificuldade de respiração todavia esta causa vai enfraquecendo o condenado impossibilitando-o de emitir aquele forte grito final. Por esse motivo os médicos pensam que outra deveria ter sido a causa imediata da morte de Cristo como um enfarte ou a ruptura do coração. Outro pormenor que tem interessado muitos peritos é o de descobrir como se formou a imagem no tecido do Sudário, levando-os a fazer experiências.

Sem TítuloQuanto aos estudos sobre as chagas da flagelação, observa-se realismo e uma abundância de contrastes e veracidade inigualável. Todas as imagens estudadas por médicos e investigadores, com aparelhos sofisticados e precisos de imagem, identificam que as imagens sanguíneas são decalques precisos dos coagulos frescos ou amolecidos por vapores de água, que emanam naturalmente de cadáveres, durante o tempo de decomposição ou post-mortem. E nenhum artista, por melhor que fosse seria capaz de reproduzir uma obra com tanta minúcia e precisão de detalhes.
Os exames merceológicos e palenológico confirmaram que o tecido de linho foi fabricado à cerca de dois mil anos e que peregrinou por Jerusalém, pelas margens do mar morto, por Pela, por Edessa, pela Anatólia, por Constantinopla, e pela Europa.
Entretanto, não importa muito saber a ordem cronológica dos lugares de seu peregrinar de séculos, mas sim a certeza da sua passagem por eles; o Doutor Max Frei-Sulzer professor da universidade de Zurique, com métodos palenológico descobriu que: Granulos de pólen que serviam para identificar a sua precedência e os lugares onde caminhou o Santo Sudário. Max Frei concluía os seus estudos de 8 anos que de facto estabelecendo-se uma conexão geográfica entre o pólen encontrado no Sudário e os lugares onde este ultimo esteve. A presença de 29 espécies de plantas que vivem no próximo oriente, e de modo especial, a presença de 21 plantas que crescem no deserto ou nas estepes, leva-nos directamente a formular a hipótese de que o lençol, hoje conservado em Turim, foi no seu passado exposto ao ar livre, nos países nos quais estas plantas fazem parte da sua vegetação normal. Chegou-se à conclusão que os indícios fornecidos por esta investigação concentram-se em Jerusalém e periferia, onde o autentico lençol de Cristo teria tido a oportunidade de deixar-se contaminar pelo pólen das plantas da Palestina bíblica. Três quartos das espécies de plantas encontradas na Síndone cresce, na Palestina, das quais 13 espécies são muito características e exclusivas do Neghev e da zona do Mar Morto (plantas halófitas). E também o lençol de Cristo seguindo a palinologia, deveria ter estado na Turquia, porque 20 das espécies de plantas identificadas no pólen que ela contém abundam na Anatólia (como em Urfa) e 4 nos arrabaldes de Constantinopla.

Em 1978, com novas investigações aumentou o número de espécies de plantas identificadas para 57, no espectro palinológico do Sudário, e este número é mais que suficiente para provar que o lençol esteve de verdade na Palestina, na Turquia, na França e em Itália. Segundo o Doutor Frei concluiu: “Julgo muito importante sublinhar que durante os meus estudos sobre o espectro palinológico do Sudário não encontrei nada de negativo, nem tão pouco o mínimo indício que pudesse induzir a crer que ela poderia ser obra de um falsário. De facto, o pólen não esta colado às fibras do tecido, nem está coberto de têmpera, como assim deveria ser de uma pintura “.

O doutor Rodante depois de numerosas experiências concluiu que o lençol apresenta um perfeito decalque da imagem de um homem e de suas numerosas feridas, sem alguma excepção: nenhuma destas últimas é incompleta, deformada, ou apagada, este facto é prova irrefutável de que ao retirar o cadáver da Síndone não poderia ter sido uma mão Humana. A mão mais hábil, mesmo a do melhor médico, não podia deslocar o tecido da Síndone das feridas do cadáver, sem ter arruinado, deformado, desfeito ou apagado algumas delas; logo o cadáver deixou de estar em contacto com ela de um modo misterioso: teria ressuscitado?

O sofrimento estampado no seu rosto

No seu rosto , observamos os sinais definidos de sofrimento e abatimento, uma quase exaustão, além de sangue escorrido o rosto do Sudário revela as lesões e contusões, que os médicos estudaram atentamente; diagnosticando inchaço, edemas, que parecem revelar hematomas mais visíveis na face direita, que se apresenta mais inchada do que a esquerda. Foram encontradas também feridas evidentes na arcada supraciliar do tipo das que se observam nos pugilistas. O septo nasal está desviado, devido a uma fractura. Em resumo, o homem do Sudário foi selvaticamente espancado nas horas que precederam a Sua morte. Todo o rosto se apresenta por isso completamente coberto por laivos de sangue proveniente de varias feridas, como o de mostrou os estudos da imagem estudada pelos médicos, e imagens por computadores.

O Martírio de um Rei

As feridas na cabeça revelam derrames causados por uma coroa de espinhos, cujo as feridas de diâmetro reduzido multiplicam-se na nuca e no couro cabeludo. Colocadas como estão em circulo, no topo da cabeça, dando ideia de um barrete de picos afiados, cujo o intenso sofrimento foi sublinhado por todos os médicos que estudaram o Sudário. O abundante derrame que sai das feridas da nuca e da fronte permitiu distinguir nitidamente as lesões de vasos arteriais e venosos, com destaque para a lesão da fronte, brotado da veia frontal, que segue o movimento das rugas provocadas pela dor.

O Rei é flagelado

As lesões que cobrem todo o dorso do condenado parecem ser causadas por duas pequenas bolas, provavelmente de metal, ligadas ente si por uma tira. Pois sobre o dorso são visíveis numerosas equimoses, mais de cento e vinte, que se podem atribuir ao flagelo, instrumento de tortura utilizado pelos Romanos. Com excepção da nuca, das mãos e do antebraço, as lesões estão por todo o corpo. também apresenta grande escoriação sobre o ombro direito e debaixo da axila esquerda, causadas por fricção de um corpo áspero e pesado sobre a pele. Podendo porventura ser o braço horizontal da Cruz.

O Santo Sudário resumo:
O Santo Sudário é um lençol, ou peça de linho de 4,36 metros de comprimento, por 1,10 de largura. Foi nele que José de Arimatéia envolram o corpo morto de Jesus (Jo19,30-40), e que São João e São Pedro encontraram no dia de Páscoa, dobrado no sepulcro (Jo 20,27).
Era costume a mortalha envolver todo o corpo pela frente e pelas costas, ficando nele gravadas as chagas de Jesus.
Esta preciosíssima relíquia, venerada, primeiro em Jerusalém, e depois em Constantinopla, foi trazida em 1204 para a Europa, por meio dos Cruzados.
Durante 364 anos andou por várias cidades da França, até que desde 1578, há 420 anos, se conserva numa rica capela da Sé Catedral de Turim, guardada num cofre de prata, envolido numa caixa de vidro à prova de bala.
Pertencia à família real de Itália, cujo último rei, Humberto de saboia, legou-o ao Santo Padre, que por sua vez o confiou à guarda do Arcebispo de Turim.
Em 1898 o Sudário foi pela primeira vez fotografado, aparecendo depois no positivo as chagas e o rosto de cristo, de uma beleza estraordinária.

Figura de Cristo
Eis as caractéristicas do corpo de Jesus, segundo o Santo Sudário: altura de Cristo: 1,80 metros; Rosto: traços nobres, suaves, belos- um oitavo do corpo, o que corresponde ao cânone da belez perfeita.
Cabelo: abundante com uma risca ao meio, um pouco encaracolado, descendo até aos ombros: testa, larga; olhos grandes; nariz, cmprido e delgado; boca, suave e relativamente pequena; barba, dividida em dois feixes, não cobre as maçãs do rosto, nem está unida ao bigode;
Braços: fortes e bem constituídos, o braço direito é mais musculoso, próprio de um trabalhador manual.
Pernas: indicam pelos músculos, que Jesus caminhou muito; dedos dos pés, bastante separados, como acontece a quem não usa calçado apertado, mas anda a pé descalço ou
de sandálias; peso, uns 80 quilos.
O Doutor Giovanni Cordiglia, Professor de Medicina na Universidade de Milão, que durante 50 anos estudou minuciosamente o Santo Sudário, sobre o qual publicou vários trabalhos, relata que: “Jesus era um homem singularmente perfeito, um indivíduo de particular beleza e equilíbrio invulgar.
Era fisicamente um modelo, no sentido mais completo revelam suavidade e gravidade impressionantes; rosto alongado, testa vasta e direita, nariz retilíneo, levemente recurvado na ponta, maçãs do rosto relativamente grandes e salientes.”

ROSTO apresenta:
O nariz apresenta uma quebra ou racha na cartilagem entre a carne e o osso vómer. No lado direito do rosto, entre a maçã e o nariz, há sinais de uma forte bastonada de quatro ou cinco centímetros de diâmetro, dada com a mão esquerda, com a qual os judeus costumavam escrever e bater. Mais que bofetadas foi bastonada ou paulada como diz o Evangelho no texto (jo 18, 22).
FLAGELAÇÃO DE JESUS:
As feridas produzidas pela flagelação estendem-se por todo o corpo, tanto pela frente como por trás.
O flagelo era um chicote com correias de couro, que tinham na extremidade bolas metálicas, que rasgavam a pele e retalhavam a carne.
Todo o corpo de Jesus está “triturado” como tinham anunciado os profetas, como um “campo rasgado” pelo arado, de tal modo que”se podiam contar os seus ossos”, “como um leproso sem aspecto de homem”.
Oiçamos o Doutor Cordiglia: “O Sudário mostra que O flagelaram com violéncia espantosa… O suplício foi infligido à maneira de Roma, isto é, sem número determinado de açoites.
Não temos meio de contar o número de açoites. Só podemos chegar a uma única conclusão:
As costas de Cristo ficaram reduzidas a uma chaga contínua, de carne macerada, onde é impossível encontrar um pedaço de pele mesmo como a superfície da cabeça de um alfinete que esteja intacta. As lesões são de duas espécies:
As provocadas pelas rosetas de chumbo têm forma redenda e são profundas na pele e nos músculos, chegando a atingir os ossos. As provocadas pelas correias são lineares ou curvilíneas, dispostas em feixes.

COROAÇÃO DE ESPINHOS
Há marcas de feridas de sangue em toda a cabeça de Jesus, sinal de que a coroa de espinhos não era apenas uma tira, mas antes um capacete ou boina, feita de varas espinhosas, secas, muito duras, que os soldados usavam para fazer fogueiras (Mt 27, 29; Jo 19, 2).
Fios de sangue saídos da cabeça empaparam a barba e os cabelos.
Mais uma vez o Doutor Cordíglia: ” Podemos dar como certo que a cabeça de Jesus foi torturada pelos menos por cerca de 50 espinhos…
O sofrimento do Senhor, na hora da coroação de espinhos deve ter sido espantoso. Além disso, sabe-se que a conservou até à morte. Todos os movimentos da cabeça provocavam espasmos lancinantes”.
A CRUZ ÀS COSTAS:
A cruz devia medir 2,80 metros de altura. Os dois ombros, mas sobre tudo o direito, ficaram esfolados, devido ao roce da pesada cruz sobre as feridas, provocadas pela flagelação.
“A caminho do Calvário a cruz às costas- relata o Doutor Cordiglia- Jesus caiu várias  vezes. Quando tal acontecia, o madeiro batia-lhe na cabeça, premindo com força os espinhos que cada vez mais, se enterravam na carne.
Quando puseram a cruz nos ombros de Cristo, para que a levasse ao Gôlgota, Ele estava já quase sem forças…
As feridas, as complicações internas, as hemorragias, a perda de sangue, os processos de infecção em curso por todo o corpo chagado, levaram-no a um estado próximo da morte. Por tudo isto, a caminhada do Calvário, embora não muito longe, foi extraordináriamente fatigante. Jesus caiu várias vezes e em certo momento os soldados puseram a seu lado o Cirineu, para o ajudar a levar a cruz, por temerem que Ele morresse antes de chegar ao lugar da execução. N Sudário vêem-se muito bem as feridas provocadas nos joelhos durante as quedas, assim como os sinais da cruz sobre as costas”.

A CRUCIFIXÃO:
As mãos foram atravessadas pelos cravos, não nas palmas, mas nos pulsos, o que causou a torção dos dedos polegares para dentro, que por isso não aparecem no Sudário. Os braços de Cristo não ficaram estendidos na cruz horizontalmente, mas um pouco oblíquos, formando um ângulo de 65 graus.
A planta do pé esquerdo está em cima do direito. Um só cravo atravessou ambos os pés, para os quais não havia suporte ou apoio, mas que estavam diretamente pregados na cruz.
Ao morrer, Jesus ficou com a cabeça inclinada para diante, não para a direita nem para a esquerda. Os sofrimentos de Jesus crucificado foram incríveis.
A pericardite produzida pela flagelação deveria ter-Lhe causado terríveis dores no coração, opressão, angústia, calafríos, difículdades de respiração.
A febre, a perda de sangue eo calor do meio dia, provocaram tanta sede, que Jesus se queixou.
O corpo suspenso com os braços esticados e pregados nos nervos dos pulsos, tudo isto tornava dolorosíssima a agonia do Senhor.
A contracção dos nervos dificultava a respiração e provocava a asfíxia. Para evitá-la Jesus devia endireitar, de vez em quando, o corpo, aumentando as dores dos pés crucifícados.
A LANÇA NO PEITO:
No lado direito do peito aprecia-se uma ferida com 4,4 centímetros de largura de 1,5 de largura. Tais dimensões correspondem à lança romana, que atingiu o coração, perfurando o quinto espaço inter-costal. A ponta da lança abriu a aurícula direita que nos cadáveres fica cheia de sangue, que jorrou para fora. Antes de atingir o coração, rasgou o pericárdio, cheio de um líquido aquoso. Este líquido ou “àgua”, como diz o Evangelho, aumentou devido à agonia lenta e à pericardite.
“Um dos soldados atravessou-lhe o peito com uma lança, e logo saiu sangue e água” (Jo 19, 349.
AUTENTICIDADE:
Os estudos científicos e os congressos realizados nalgumas partes do mundo, com a comparticipação de vários especialistas, muitos deles nem sequer católicos, confirmam que o Sudário é autêntico.
Descobriu-se que sobre uma das vistas de Cristo aparece uma moeda com a efígie de Tibério, que era Imperador no tempo da morte de Cristo. Naquele tempo colocavam uma moeda em cada um dos olhos para que eles não se abrissem.
Por esta e outras razões, dois professores Catedráticos da Universidade de Turim declararam que com certeza próxima dos 100% se pode remontar a origem do Sudário aos anos de 29 a 30 da nossa era. Em consequência, um desses especialistas afirmou:”Temos a prova absoluta da autencidade do Sudário. A identificação de Jesus, através desta relíquia é tão certa como a identificação de um indivíduo pelas suas impressões digitais”.
Os cientistas da Nasa e outros técnicos, em número de 40, vieram a Turim em 1978 e estudaram durante cinco dias o Sudário, utilizando os aparelhos mais sofisticados naquela época. Ao fim de três anos reuniram-se em congresso em New England, Estados Unidos, e chegaram à conclusão de que o Sudário é autêntico e que prova a morte e ressurreição de Cristo. As fotografias tridimensionais, isto é que além da largura e da altura mostram também o relevo, são uma prova da autenticidade do Sudário. As fotografias de pinturas nunca reproduzem o relevo. Por isso o Santo Sudário nunca pode ser pintura. Aliás, não aparece qualquer sinal ou vestígio quer de tinta, quer de sangue.
Como se imprimiram as chagas de Cristo nesse lençol?
O s cientistas pensam que foi a luz refulgente da Ressurreição do Senhor que provocou essas imagens negativas no lençol. Coisa parecida aconteceu em Hiroshima, no Japão, onde alguns corpos atingidos pelas radiações atómicas projectaram a sua imagem em relevo, nas paredes ou no chão.
Em 1898 o Sudário foi pela primeira vez fotografado. Por isso este ano, desde o dia 18 de Abril a 14 de Junho, esteve exposto na Catedral de Turim. O Santo PAPA , quando visitou Turim, pronunciou na Catedral estas palavras: ” Este Sudário é um testemunho mudo, mas ao mesmo tempo eloquente”.(Textos da revista Cruzada Eucarística).

 

 

 

 

 

 

 

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