O Sacramento do Baptismo

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Filhos bem-amados, que alegria e a paz estejam nos vossos corações! Estou aqui convosco, para festejar o baptismo de E.. O baptismo é um sacramento que merece ser festejado. É a primeira chamada à vida cristã; depois, virão as dos outros Sacramentos. virá a vocação a um estado particular de vida e a chamada à perfeição. A chamada do baptismo abre a porta a todas as outras.
Quanta alegria se vive no Céu, por uma alma que recebe este dom: o Santo Baptismo! Quando revestis o corpo desse pequenino hábito branco que representa a candura da alma, até o Paraíso fica extasiado e uma alegria puríssima enche o coração de todos os Santos.
A Igreja militante exulta: Nasceu uma nova filha! E enquanto se pergunta: “Que será desta criaturinha?” , deseja ardentemente que a fé e a santidade sejam a sua doce, a sua tranquila possessão para sempre.
Com o baptismo, a alma começa a fazer parte da família de Deus. A paróquia acolhe-a como membro e os pais devem dar-se conta de que uma nova responsabilidade lhes veio agora, a de valorizar esse sacramento que tem como finalidade a de dar a vida a outras criaturas. É agora uma alma resplandecente de luz que acaba por ser confiada aos pais, mesmo que a reforçar essa mesma responsabilidade se chamem os padrinhos. É um tesouro precioso que os pais, tanto quanto dependa deles mas sobretudo com o auxílio de Deus, devem conservar intacto e guardar cuidadosamente.

Parece-Me ouvir muitas mães a protestar por não terem conseguido conservar a inocência e a bondade de vida das suas criaturas. Desejaria dar conselhos, para que as jovens mães, com a colaboração dos pais, possam cumprir com precisão o seu próprio dever, pelo qual, santificando-se a si mesmas, possam levar à salvação e à santidade os seus filhos. Desejo que se tenha cuidado com os tenros corpinhos dos vossos meninos, que são templo do Espírito Santo, e tal como se tem cuidado com o corpo, se tenha ainda mais cuidado com a alma.

Quantas lágrimas, quantas preocupações dão estes meninos, e que atenção se deve ter com eles! Os olhos, o nariz, a boca, os pezinhos, as mãozinhas, todas as partes do corpo deverão ser tratadas com cuidados muito particulares; sobretudo, afastando-os dessas imundície que bem poderiam gerar neles maus germes. E também deverão evitar a aproximação de pessoas maliciosas e perigosas.

Os sons demasiado fortes, as luzes demasiado vivas podem muito bem prejudicar alguns dos seus orgãos. A papinha deve ser-lhes dada e administrada a horas fixas, para que o seu pequenino estômago a possa digerir e assimilar. Tudo isto é belo; e quando uma mãe cumpre estes deveres, feitos com cuidado e amor; atrai verdadeiramente as atenções de complacências, por parte de todos.

No entanto, poucas mães pensam em Deus, presente nos seus meninos. E se alguma coisa, mesmo pequenina, pode prejudicar o corpo, não pensam estas mães que se pode arruinar a vida divina dos seus meninos e torná-los infelizes para toda a vida.
O baptismo abre a porta a esse dom belíssimo que é como a luz dos olhos: a fé. E eis como desde o primeiro alvor da vida, a mãe, para manter e aumentar a fé na sua criaturinha, a marcará com o sinal da cruz, mesmo muitas vezes por dia. O sinal da cruz é também o melhor meio de afastar o maligno dos corpos e das almas. Quando um ser começa a viver, começa também a obra maligna e destruidora do demónio, que não tem outra intenção senão o seu mal. Mas também o Anjo da Guarda começa a sua missão de protecção e de auxílio. Os meninos não sabem rezar, mas os pais substituí-los-ao e, com o Santo Anjo da Guarda, estenderão como que um véu de protecção sobre as suas criaturas. Depois, virão estes meninos a crescer e existirão ainda os novos Herodes que procurarão estes pequeninos para dar-lhes a morte. Quantos Herodes! Quantos perigos! Em muitas casas, são os próprios pais que dão o veneno a beber a seus filhos.
São os maus exemplos, são todas essas coisas que habitualmente se chamam escandalosas, que visam destruir tudo o que de bom e de bom e de santo existe numa alma. Depois, virão as amizades e os perigos, que a própria sociedade põe ao alcance de todos. Depois, a concupiscicência agirá sobre eles, e se não se agarrarem a quem os possa ajudar e salvar, acabarão por ser dominados pelas forças do mal. Que será destes filhos, que o mesmo Senhor põe como preciosos talentos nas mãos de seus pais?

Há pais que choram inconsolavelmente os seus próprios filhos, que se decidiram a ir por um mau caminho. Mas Eu digo-lhes com firmeza: Tende fé! Se desde o seu nascimento até à sua juventude os tiverdes seguido com amor, com fé e com dedicação, sabendo renunciar mesmo àquilo que a vós vos poderia ser lícito, para preservá-los dos perigos; se Mos tiverdes consagrado a Mim e os tiverdes assistido continuamente com o auxílio da vossa oração, prometo-vo-lo: estes vossos filhos salvar-se-ão e regressarão ao vosso e ao Meu Coração. O baptismo é uma grande coisa, porque é apontar, àquele que, por seu meio, se torna filho de Deus e irmão de Jesus Cristo, o Céu, para o qual se deve encaminhar, conservando a graça. É verdade que nem só a água que cai sobre as cabeças dos baptizados purifica a alma e dá a graça santificante. Há também um baptismo de sangue e o de desejo, que produzem os mesmos efeitos, para que nenhum homem se perca.
No Paraíso, cada um tem também o seu lugar marcado. Rezai todos, para que os homens sintam, hoje mais do que nunca, um desejo de purificação, e o próprio Senhor intervirá, concedendo-lhes o baptismo. E agora, abençoo-vos, filhos. Abençoo E., e todos os meninos que hoje irão receber o baptismo, desejando a todos que os vossos filos ou afilhados não sejam nunca motivo de pena, para o vosso e para o Meu Coração.
Adeus, filhos, e muita santidade! ( 14 de Janeiro de 1973, volume VI,Nossa Senhora Fala, M. Carmela ).

 

“SE O EXTRAORDINÁRIO ABUNDA… É AMOR DE DEUS”

Meus queridos e bem-amados filhos, que a paz e todo o bem estejam sempre convosco. Eis como desejais ouvir a Minha Palavra e Eu vo-la dou. É a própria Palavra do Pai, é a mesma pregada pelo Meu Divino Filho. É a mesma Palavra, fruto do Espírito Santo, que se concedia aos Profetas para sacudir os ânimos e a todos chamar à conversão e à santidade.
A Minha Palavra simples de Mãe é o eco dessa palavra Eterna que ressoou em todos os tempos no mundo, para convidar os homens a acreditar e amar. Hoje, esta Palavra soa de um modo novo, como coisa extraordinária. Tal como nos tempos antigos havia entre vós quem tinha a missão de chefe e voltava as costas aos profetas; como ao Meu próprio Jesus muitos não acreditaram, particularmente aqueles que lhe eram mais próximos, porque parentes e conterrâneos, na mesma cidade, assim também hoje há quem rejeite acreditar não apenas em Jesus, Meu Filho, Palavra Eterna do Pai, mas também em todos quantos anunciam esta Palavra, por vontade de Deus.

Há quem diga: Eu acreditaria, se Nossa Senhora dissesse poucas palavras. Outros dizem: Não é possível que Nossa Senhora fale assim tanto. Outros desejariam acreditar, mas queriam eles mesmos dar-se conta de todas as coisas. Desejariam dar instruções ao próprio Deus e dizer-Lhe como se deveria comportar. Há quem rejeite decisivamente toda a intervenção extraordinária ou, se a admite, chama-a magia, como coisa que, no fim de contas, é realizada pelos espíritos do bem e do mal, como eles mesmos desejam chamar aos Anjos ou aos demónios.
Há depois alguns que criam dentro de si mesmos algo que se assemelha a um ídolo, pelo que defendem não ter necessidade alguma de nada e de ninguém. Eles bastam-se a si mesmos e não recorrem a nada mais que a essa pouca inteligência de que gozam por vontade e dom de Deus, para explicar aos outros e a si mesmos todo esse mundo ou cúmulo de mistérios que homem algum jamais poderá explicar, uma vez que é infinita e incomensurável a distância entre Deus e o homem. Ora, digo-vos: Não vos deixeis atemorizar por nenhuma dessa objecções. Sabei responder com simplicidade e segurança.

Deus é maravilhoso nas Suas Obras e depois de Ele Mesmo lhes ter dado início, leva-as a seu pleno cumprimento servindo-Se dos meios mais baixos. Ele sabe muito bem servir-Se dos fios ou estilos mais subtis e invisíveis, para que se realize o bem na vida e para que os homens atinjam a salvação. Segundo as necessidades e o momento, Deus serve-Se das Suas criaturas, para que possam transmitir aos homens as Suas divinas vontades. E agora, notai, ó filhos, vós que assistis a verdadeiras e bem precisas lições, em que vos são explicadas e comunicadas as verdades: Não há nelas nada de novo, nada que esteja contra a Revelação e o Evangelho. Nada que seja contrário à lei de Deus, infelizmente hoje tão esquecida, e à lei da caridade, centro de todo o Divino Ensinamento. Todas estas lições vos são expostas de um modo simples e acessível, para que todos as possais compreender, e de um modo muito afectuoso, pois também vós deveis aprender de Nós o comportamento que vós próprios deveis ter.

A doçura que alguns criticam não é afectação ou pieguice, mas é fruto da bondade, que não conhece outro modo de se manifestar. Quem é bom poderá ser algumas vezes um pouco severo, mas a verdade é que a bondade sai para fora de todos os poros da pele e vós não podeis deixar de a admirar.
Isto não impede que a vossa Mãe Celeste Se sirva às vezes, nas Suas manifestações convosco, de algumas repreensões maternas, para chamar-vos ao verdadeiro caminho.
As lições não podem desenvolver-se em quatro e quatro oito; necessitam da introdução, do desenvolvimento e da conclusão. Estas pequenas lições teológicas, profundas e simples, têm a sua característica e reflectem a semente de Sabedoria divina, que é dom do Espírito Santo. Que faz o chefe de gabinete, quando dita as suas cartas à dactilógrafa? Introduz os conceitos principais, e mesmo que nem todas as palavras correspondam com exactidão àquilo que diria pessoalmente quem as dita, permanece o conceito, que pode muito bem ser expresso de um modo mais ou menos elegante. Vós tendes aqui a Mestra; a Dactilógrafa não faz mais do que executar as ordens.
É necessário que vós presteis fé a estas lições, e se falta alguma perfeição à dactilógrafa, nem por isso merece as vossas censuras, antes será necessário que a ajudeis com as vossas orações e com o vosso afecto, para que tudo proceda ou se realize à luz de Deus. Podereis explicar tudo isto a quem a critique ou dela desconfie e deveis acreditar que, em tempos excepcionais, por todo o mal que os homens vão fazendo e semeando, é amor de Deus, se o extraordinário abunda um pouco por toda a parte, a chamar os homens a essas realidades de que estão rodeados e em que pouco ou mal pensam. Filhos, como explicais vós essa alegria de que tendes cheio o coração quando vindes aqui? Uma alegria quase infantil que vos faz viver despreocupadamente as horas que aqui passais em comunidade?
É o vosso Deus, é a vossa Mãe que vos dizem: “Estai alegres, porque Nós Mesmos estamos aqui, junto de vós”. Eis, pois, filhos, como depois desta exposição chego à conclusão prática: Há alguns que dizem que os católicos estão sempre tristes. Pois bem, essa alegria que se desprende do vosso olhar, do vosso coração e das vossas serenas risada, levai-a um pouco por toda a parte. Sede alegres, porque a alegria vem de Deus e vós, dando-a aos homens, falais deste mesmo Deus.
Amai-vos e gozai com estar todos unidos numa única fé, no único amor e na única alegria. Abençoo-vos, Meus filhos, e amo-vos. Rezai pelos vossos entes mais queridos, porque toda a oração que vós ofereceis por eles é como um verdadeiro chamariz a beneficiar-vos a vós mesmos.
R…, se quiseres dar-Me prazer, em casa, faz a vontade de tua mãe. Será uma tal alegria, que durará toda  vida, essa de a teres contentado nos seus desejos.
A quem tiver contrariedades e desgostos em família: lembre-se que o autor de todas essas contrariedades ou desgostos é o Maligno.
Sabei manter bem firmes os vossos princípios de fé e de liberdade de fazer o bem, salvando sempre a caridade. Meus filhos, abençoo-vos uma vez mais. Adeus, adeus!
(4 de Fevereiro de 1973, volume VI, M. Carmela, Nossa Senhora Fala).

 

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