O Escapulário do Carmo

Simão Stock, Inglês do século XIII, ou seja um carmelita que pertenceu a um dos primeiros grupos emigrados da Montanha do Carmelo. Foi a ele que Nossa Senhora concedeu o Escapulário, que é veste e sinal, emblema da nossa consagração a Maria. O seu efeito e mensagem consistem em não nos esquecermos de que somos “os da Virgem Maria”. Ser uma família Mariana é algo que expressa o mais íntimo da nossa consagração e missão no mundo.
Segundo a tradição foi entregue pela Santíssima Virgem ao General da Ordem, S. Simão Stok, no dia 16 de Julho de 1251, com as seguintes palavras: “Recebe este hábito, o que morrer com ele não padecerá o fogo eterno”.

Sem TítuloO Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, com uma tradição de 750 anos, é um sinal aprovado pela Igreja e aceite pela Ordem do Carmo como manifestação extrema do amor de Maria para com os seus filhos. A palavra “Escapulário” indica uma vestimenta que os Carmelitas usavam sobre o hábito religioso durante o trabalho manual. Com o tempo assumiu um significado simbólico: O de carregar a Cruz de cada dia, como os discípulos e seguidores de Jesus. Em algumas ordens religiosas, como no Carmelo o Escapulário tornou-se um sinal da sua identidade e vida. O Escapulário simbolizou o vínculo especial dos Carmelitas com Maria a Mãe do Senhor, que exprime a confiança na sua materna proteção e o desejo de imitar a sua vida de doação a Cristo e aos outros. Transformou-se assim num sinal Mariano.

O valor e o Significado do Escapulário

O Escapulário funda as suas raízes na tradição da ordem, que o interpretou como um sinal de proteção materna de Maria. Contém em si mesmo, a partir dessa experiência plurissecular, um significado espiritual aprovado pela Igreja:

  • Representa o compromisso de seguir Jesus como Maria, o modelo perfeito de todos os discípulos de Cristo. Este compromisso tem sua origem no Baptismo que nos transforma em filhos de Deus. Por ele a Virgem Maria nos ensina a:
  1. Viver abertos a Deus e à sua vontade, manifestada nos acontecimentos da vida;
  2. Escutar a palavra de Deus na Bíblia e na vida, a crer nela e a pôr em prática as suas exigências;
  3. Orar em todo o momento descobrindo Deus presente em todas as circunstâncias;
  4. Viver próximos aos nossos irmãos na necessidade e a solidarizar-se com eles;
  5. Introduz na fraternidade do Carmelo, comunidade de religiosos e religiosas, presentes na Igreja há mais de oito séculos, e compromete a viver o ideal desta família religiosa: a amizade íntima com Deus através da oração;
  6. Põe-nos diante do exemplo das santas e dos santos com o quais estabeleceu uma relação familiar de irmãos e irmãs.

Exprime a fé no encontro com Deus na vida eterna pela intercessão de Maria e sua proteção.

Sem TítuloNormas práticas

  • O escapulário é imposto só uma vez por um sacerdote ou uma pessoa autorizada.
  • Pode ser substituído por uma medalha que represente de uma parte a imagem do Sagrado Coração de Jesus e da outra, a Virgem Maria.
  • O Escapulário compromete com uma vida autêntica de cristãos que se conformam às exigências evangélicas, recebem os sacramentos, professam uma especial devoção à Santíssima Virgem, expressa ao menos com a recitação diária de três Avé-Maria.

Resumo das Promessas

  1. Morrer em graça;
  2. Sair o quanto antes do Purgatório;

As graças do Escapulário são:

  1. Especial proteção de Nossa Senhora durante a vida.
  2. Morte na graça de Deus, isto é, a salvação.

Condições necessárias para obter as graças do Escapulário

  1. Receber o Escapulário imposto pelo sacerdote. O Escapulário é um símbolo e um sinal de posse e consagração a Maria, como fazem os religiosos do Carmo. Na sua forma reduzida são dois bocados de lã, suspensos por um fio.
    São Pio X, a 10 de Dezembro de 1910 concedeu que o Escapulário, depois de devidamente imposto, pudesse ser depois substituído por uma medalha benzida, que tenha de um lado Nossa Senhora sobre qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima) e do outro lado o coração de Jesus.
    A 28 de Janeiro de 1964 o Papa Paulo VI estendeu a todos os sacerdotes a faculdade de imporem o Escapulário, o que até então era privilégio dos religiosos Carmelitas e àqueles a quem eles estendessem essa concessão.
  2. As duas grandes aparições de Nossa Senhora, Lourdes e Fátima, são uma nova confirmação do privilégio do Carmo. A última aparição de Lourdes verificou-se a 16 de Julho de 1858, festa de Nossa Senhora do Carmo. Ela apresentou-se “mais bela que nunca”, mas não pronunciou palavra, segundo o testemunho da vidente Bernardete.
    Em 13 de Setembro de 1917, disse em Fátima Nossa Senhora: “Em Outubro virá também Nossa Senhora das Dores e do Carmo”. Relatando a Aparição, escreve a Vidente Lúcia: “Pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo”.
    Quem pode receber o Escapulário?
    Todos os católicos que queiram, mesmo inconscientes ou destituídos dos sentidos. Até as crianças no dia do baptismo, pois supõe-se que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber.

O Escapulário do Carmo não é

  • Um sinal de proteção mágica, um amuleto;
  • Uma garantia automática de salvação;
  • Uma dispensa de viver as exigências da vida cristã.

É um sinal

  • Aprovado pela Igreja há sete séculos;
  • Que representa o compromisso de seguir Jesus como Maria;
    – Abertos a Deus e à sua vontade;
    – Guiados pela fé, pela esperança e pelo amor; próximos dos necessitados;
    – Orando em todos os momentos e descobrindo Deus presente em todas as circunstâncias;
  • Que introduz na família do Carmelo;
  • Que alimenta a esperança do encontro com Deus na vida eterna pela proteção de Maria e sua intercessão.
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