Novena a São Bento

PRIMEIRO DIA 

1- Oração da medalha de São Bento

A cruz sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!

2 – Oração para obter qualquer graça

Ó glorioso patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições.

Que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; se afastem todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado.

Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos; obtendo-nos finalmente que, ao terminar a nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no paraíso.

Rogai por nós, glorioso patriarca São Bento. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 1,16-18)

Seguir Jesus é comprometer-se

Passando ao longo do mar da Galileia, Jesus viu Simão e seu irmão André que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: «Segui-Me e farei que vos torneis pescadores de homens.» Eles imediatamente deixaram as redes e seguiram Jesus.

4 – Reflexão

O chamamento dos primeiros discípulos é um convite aberto a todos os que ouvem as palavras de Jesus. Simão e André deixam a sua profissão. Seguir a Jesus implica deixar as seguranças que possam impedir o nosso compromisso com uma acção transformadora.

5 – Ladainha de São Bento

Senhor, piedade.

Cristo, piedade.

Senhor, piedade.

Cristo, ouvi-nos.

Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai do Céu, tende piedade de nós.

Filho, Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

Santo pai abençoado, rogai por nós.

Glória dos patriarcas, rogai por nós.

Compilador da santa Regra, rogai por nós.

Retrato de todas as virtudes, rogai por nós.

Exemplo de perfeição, rogai por nós.

Pérola da santidade, rogai por nós.

Sol que resplandece na Igreja de Cristo, rogai por nós.

Estrela que brilha na casa de Deus, rogai por nós.

Inspirador de todos os santos, rogai por nós.

Serafim de fogo, rogai por nós.

Querubim transformado, rogai por nós.

Autor de coisas maravilhosas, rogai por nós.

Dominador dos demónios, rogai por nós.

Modelo dos cenobitas, rogai por nós.

Destruidor dos ídolos, rogai por nós.

Dignidade dos confessores da fé, rogai por nós.

Consolador das almas, rogai por nós.

Ajuda nas tribulações, rogai por nós.

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, atendei-nos, Senhor!

Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor!

Rogai por nós, santo pai abençoado.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Deus omnipotente e eterno, que honrastes o Vosso amado São Bento oferecendo-lhe o Vosso grande amor, para que venham a Vós inumeráveis almas, humildemente Vos suplicamos, pelas virtudes de São Bento, a graça de acender e consumir os nossos corações com o calor do Vosso amor.

Por Cristo, Nosso Senhor. Ámen.

6 – Conhecendo a regra de São Bento

O primeiro grau da humildade é a pronta obediência. É peculiar àqueles que nada amam acima de Cristo. […] Esta mesma obediência somente será digna da aceitação de Deus e suave para os homens, se a ordem for executada sem delongas, sem hesitações, sem morosidade, sem murmuração ou qualquer palavra de resistência. […] Se o discípulo obedecer de má vontade e se murmurar, ainda que não o faça com a boca, mas só no coração, ainda que cumpra a ordem recebida, a sua obra não será agradável a Deus, que vê o íntimo dos corações; e, longe de obter alguma graça por tal acção, incorrerá na pena dos murmuradores, se não fizer reparação e não se corrigir.

7 – Oração conclusiva

Ó Deus, que fizestes o abade São Bento preclaro mestre na escola do Vosso serviço, concedei que, nada preferindo ao Vosso amor, corramos de coração dilatado no caminho dos Vossos mandamentos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Ámen.

 

SEGUNDO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 1,35-39)

Jesus rejeita a popularidade fácil

De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-Se e foi rezar num lugar deserto. Simão e os seus companheiros foram à procura de Jesus e, quando O encontraram, disseram: «Todos Te procuram.» Jesus respondeu: « Vamos para outros lugares, para as aldeias das redondezas. Devo pregar também ali, pois foi para isso que Eu vim.» E Jesus andava por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

4 – Reflexão

O deserto é o ponto de partida para a missão. Aí Jesus encontra o Pai, que O envia para salvar os homens. Mas encontra também a tentação: Pedro sugere que Jesus aproveite a popularidade conseguida num dia. É o primeiro diálogo com os discípulos, e já se nota tensão.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Quando temos alguma coisa a solicitar aos homens poderosos, nós aproximamo-nos com humildade e respeito. Com quanto maior razão devemos apresentar as nossas súplicas com toda a humildade e pureza de devoção ao Senhor Deus do universo! E saibamos que não é pela multiplicidade de palavras que seremos atendidos, e sim pela pureza do coração e a compunção das lágrimas. A prece deve ser, portanto, curta e pura, salvo se, porventura, venha a prolongar-se por afecto inspirado pela graça divina. Mas, em comunidade, que a oração seja sempre curta, e, dado o sinal pelo superior, levantem-se todos ao mesmo tempo.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

TERCEIRO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 1,40-45)

Jesus e os marginalizados

Um leproso chegou junto de Jesus e pediu de joelhos: «Se quiseres, tens poder para me purificar.» Jesus ficou cheio de ira, estendeu a mão, tocou nele e disse: «Quero, fica purificado.» No mesmo instante a lepra desapareceu e o homem ficou purificado. Então Jesus mando-o logo embora, ameaçando-o severamente: «Não contes nada a ninguém! Vai pedir ao sacerdote que te examine, e depois oferece pela tua purificação o sacrifício que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho.» Mas o homem foi-se embora e começou a pregar muito e a espalhar a notícia. Por isso, Jesus não podia entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda a parte as pessoas iam ter com Ele.

4 – Reflexão

O leproso era marginalizado, tendo de viver fora da cidade, longe do convívio social, por motivos higiénicos e religiosos (Lv 13,45-46). Jesus fica irado face a uma sociedade que alimenta a marginalização. Por isso, o homem curado deve apresentar-se para dar testemunho contra um sistema que não cura, mas que só declara quem pode ou não participar na vida social. Agora, o marginalizado torna-se um testemunho vivo que anuncia Jesus, Aquele que purifica. E Jesus está fora da cidade, no lugar que agora se torna o centro da nova relação social: o lugar dos marginalizados é o lugar onde se pode encontrar Jesus.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Durma cada um numa cama. Tenham os seus leitos de acordo com a profissão do monge, segundo as ordens do abade. Se for possível, durmam todos no mesmo lugar; se, porém, o grande número não o permitir durmam dez ou vinte juntamente, tendo com eles monges mais velhos para os vigiar. Uma lâmpada iluminará o dormitório, sem interrupção, até ao amanhecer. Os monges dormirão vestidos, cingidos com os cintos ou cordões, mas não terão faca ao seu lado, para que não se firam enquanto dormem e sempre estejam prontos, e assim, dado o sinal, se levantem sem demora, apressem-se mutuamente e antecipem-se no ofício divino, mas com toda a gravidade e modéstia. Que os irmãos mais jovens não tenham leitos juntos, mas intercalados com os dos mais velhos. Levantando-se para o ofício divino, despertem-se uns aos outros com moderação, a fim de que não tenham desculpa os sonolentos.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

QUARTO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 2,13-17)

Jesus rejeita a hipocrisia social

Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao Seu encontro. E Jesus ensinava-os. Enquanto ia caminhando, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na cobrança de impostos, e disse-lhe: «Segue-Me.» Levi levantou-se e seguiu-O. Mais tarde, Jesus estava a comer em  casa de Levi. Havia vários cobradores de impostos e pecadores à mesa com Jesus e os Seus discípulos; com efeito, eram muitos os que O seguiam. Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava a comer com pecadores e cobradores de impostos. Então perguntaram aos discípulos: «Porque é que Jesus come e bebe com os cobradores de impostos e os pecadores?» Jesus ouviu e respondeu: «As pessoas que têm saúde não precisam de médico, mas só as que estão doentes. Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores.»

4 – Reflexão

Os cobradores de impostos eram desprezados e marginalizados porque colaboravam com o Império Romano, cobrando impostos e, em geral, aproveitavam para roubar para si próprios. Jesus rompe os esquemas sociais que dividem os homens em bons e maus, puros e impuros. Chamando um cobrador de impostos para ser Seu discípulo, e comendo com os pecadores, Jesus mostra que a Sua missão é reunir e salvar aqueles que a sociedade hipócrita rejeita como maus.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Zele-se, com grande cuidado, para que este vício da prosperidade seja arrancado pela raiz, no mosteiro. Ninguém ouse dar ou receber coisa alguma sem a autorização do abade, nem possuir algo próprio, absolutamente nada, nem livro, nem tabuinha (de escrever), nem estilete. Numa palavra: nada; já que não lhes é lícito ter a seu arbítrio sequer o próprio corpo nem a própria vontade. Mas devem esperar do pai do mosteiro tudo o que necessitam. E não seja lícito a ninguém possuir o que não lhe seja dado pelo abade ou por ele permitido ter. Seja tudo comum a todos, como está escrito, e que ninguém tenha a ousadia de tornar seu qualquer objecto, nem mesmo por palavras. Se alguém se deixar levar por tão detestável vício será advertido a primeira e segunda vez. Se não se emendar, será submetido à correção.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

QUINTO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 2,23-28)

Jesus liberta da lei

Num dia de sábado, Jesus passava por um campo de trigo. Os discípulos iam abrindo caminho e colhiam espigas. Então os fariseus perguntaram a Jesus: «Porque é que os Teus discípulos fazem o que não é permitido em dia de sábado?» Jesus perguntou aos  fariseus: «Nunca lestes o que David e os seus companheiros fizeram quando tiveram necessidade e sentiram fome? David entrou na casa de Deus,no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu dos pães oferecidos a Deus e deu-os também aos seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães.» E Jesus acrescentou: «O sábado foi feito para servir o homem, e não o homem para servir o sábado. Portanto, o Filho do Homem é Senhor até mesmo do sábado.»

4 – Reflexão

O centro da obra de Deus é o homem, e prestar culto a Deus é fazer 0 bem ao homem. Não se trata de estreitar ou alargar a lei do sábado, mas de dar um sentido totalmente novo a todas as estruturas e leis que regem as relações entre os homens. Porque só é bom aquilo que faz o homem crescer e ter mais vida. Toda a lei a que oprime o homem é lei contra a própria vontade de Deus e deve ser abolida.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Antes de tudo e acima de tudo e acima  de tudo, deve-se cuidar dos enfermos, que deverão ser servidos como se fossem o Cristo em pessoa. […]Por um lado, os doentes considerem que são servidos em honra de Deus e não entristeça, com exigências supérfluas, os irmãos que os servem. Contudo, os doentes devem ser suportados com paciência porque por meio deles adquire-se maior recompensa. O abade vigie, portanto, com todo o cuidado, para que não sofram nenhuma negligência. Haja uma cela separada para os enfermos e, para os servir, um irmão temente a Deus, diligente e solícito. O uso dos banhos será concedido aos doentes todas as vezes que for conveniente, mas aos que estão com saúde, principalmente aos jovens, seja raramente concedido. A alimentação de carne seja concedida aos doentes e aos que se acham debilitados, mas tão logo se restabeleçam retomarão a abstinência habitual. Tenha, pois, o abade o máximo cuidado para que os celeireiros e os enfermeiros nada negligenciem no serviço aos doentes, pois ele é o responsável por todas as faltas que possam incorrer os seus discípulos.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

SEXTO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 3,31-35)

A verdadeira Família de Jesus

Nisto chegaram a Mãe e os irmãos de Jesus; ficaram do lado de fora e mandaram-n’O chamar. Havia uma multidão sentada ao redor de Jesus. Então disse-Lhe: «A Tua Mãe e os Teus irmãos estão lá fora e procuram-Te.» Jesus perguntou: «Quem é a Minha Mãe e os Meus irmãos?» Então Jesus olhou para as pessoas que estavam sentadas ao Seu redor e disse: «Aqui estão Minha mãe e Meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe.»

4 – Reflexão

Enquanto a família segundo a carne está “fora”, a família segundo o compromisso da fé está “dentro”, ao redor de Jesus. A Sua verdadeira família é formada por aqueles que realizam na própria vida a vontade de Deus, que consiste em continuar a missão de Jesus.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Se bem que o homem, já por natureza, seja levado à compaixão para com estas duas idades, a velhice e a infância, também a autoridade da regra deve intervir no que lhes diz respeito. Tenha-se, pois, sempre em vista a sua fraqueza, e não se mantenha, em relação a eles, o rigor da regra no que diz respeito à alimentação; mas use-se, em seu favor, a condescendência misericordiosa, permitindo que se antecipem as horas regulares das refeições.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

 

SÉTIMO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 4,10-12)

O Mistério da Missão de Jesus

Quando Jesus ficou sozinho, os que estavam com Ele, juntamente com os Doze, perguntaram-Lhe o que significavam as parábolas. Jesus disse-lhes:«A vós é dado conhecer o mistério do Reino de Deus; aos que estão fora tudo se lhes propõe em parábolas, para que olhem mas não vejam, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados.»

4 – Reflexão

As parábolas são histórias que ajudam a ler e compreender toda a missão de Jesus. Mas é preciso “estar dentro”, isto é, seguir Jesus, para perceber que o Reino de Deus se está a aproximar através da Sua acção. Os que não seguem Jesus ficam “de fora”, e nada podem  compreender.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Se bem que a vida de um monge deva ser sempre a observância da Quaresma, como todavia esta perfeição apenas se encontra em pequeno número, exortamos os irmãos a que conservem uma vida muito pura durante os dias da Quaresma, e a apagarem, nestes santos dias, todas as negligências dos outros tempos, o que faremos dignamente, abstendo-nos de toda espécie de vícios, aplicando-nos à oração com lágrimas, à leitura, à compunção do coração e à abstinência.

Acrescentemos, pois, nestes dias, alguma coisa ao nosso encargo habitual: orações particulares, alguma privação no comer e no beber, de forma que cada um, por sua livre vontade, ofereça a Deus, na alegria do Espírito Santo, alguma coisa mais do que lhe é ordenado, isto é, mortifique o seu corpo no comer, no beber, no sono, na liberdade de falar e na jovialidade, e que espere a santa Páscoa com a alegria de um desejo todo espiritual.

No entanto, cada um deverá dizer ao seu abade o que deseja oferecer, a fim de que tudo se faça com o seu consentimento e o socorro das suas orações, porque tudo o que se faz sem a permissão do pai espiritual será considerado como presunção e vanglória, e não terá recompensa. Que tudo se faça, pois, com a aprovação do abade.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

 

OITAVO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 6,1-6)

O Escândalo da Encarnação

Jesus foi para Nazaré, Sua terra e os Seus discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou o sábado, Jesus começou a ensinar na sinagoga. Muitos que O escutavam ficavam admirados e diziam: «De onde vem tudo isto? Onde foi que arranjou tanta sabedoria? E esses milagres que são realizados pelas Suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E suas irmãs não moram aqui connosco?» E ficaram escandalizados por causa de Jesus. Então Jesus dizia-lhes que um profeta só não é estimado na sua pátria, entre os seus parentes, na sua família. E Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré. Apenas curou alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. Jesus ficou admirado com a falta de fé daquela gente.

4 – Reflexão

Os conterrâneos de Jesus escandalizam-se: não querem admitir que alguém como eles possa ter uma sabedoria superior à dos profissionais e realize acções que indiquem uma presença de Deus. Para eles, o empecilho para a fé é a encarnação: Deus feito homem, situado num contexto social.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Ponha-se à porta do mosteiro um ancião prudente que saiba receber e transmitir recados, e cuja maturidade não lhe permita vaguear. O porteiro deve ficar alojado perto da porta, a fim de que os que chegam o encontrem sempre presente para os atender. E logo que alguém bater ou um pobre chamar, ele responderá Deo gratias ou Benedicite. E, com toda mansidão oriunda do temor a Deus, responda com presteza e fervorosa caridade. Se o porteiro necessitar de auxiliar, seja-lhe encaminhado um irmão mais moço.

Se possível, o mosteiro deve ser construído de tal modo que todas as coisas necessárias, isto é, água, moinho, horta, oficinas e os diversos ofícios, se exerçam dentro do mosteiro, a fim de que não haja necessidade de os monges saírem e andarem fora, o que de nenhum modo convém às suas almas. Queremos que esta regra seja frequentemente lida na comunidade, para que nenhum irmão se desculpe sob pretexto de ignorância.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

 

NONO DIA

1 – Oração da medalha de São Bento (ver em Primeiro dia)

2 – Oração para obter qualquer graça (ver em Primeiro dia)

3 – Palavra de Deus

Evangelho segundo São Marcos (Mc 6,6-13)

A Missão dos Discípulos

Jesus começou a percorrer as redondezas, ensinando nos povoados. Chamou os Doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. Jesus recomendou que não levassem nada para o caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: «Quando entrardes numa casa, ficai nela até partirdes. Se fordes mal recebidos num lugar e o povo não vos escutar, quando saírdes sacudi a poeira dos pés como protesto contra eles.» Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demónios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo.

4 – Reflexão

Os discípulos são enviados para continuar a missão de Jesus: pedir uma mudança radical de orientação da vida (converter), desalienar as pessoas (libertar de demónios), restaurar a vida humana (curar). Os discípulos devem estar livres, ter bom senso e estar conscientes de que a missão vai provocar um choque com os que não querem transformações.

5 – Ladainha de São Bento (ver em Primeiro dia)

6 – Conhecendo a regra de São Bento

Assim como há um zelo mau, de amargura, que separa de Deus e conduz ao inferno, também existe o zelo bom que afasta dos vícios e conduz a Deus e à vida eterna. Exerçam, portanto, os monges este zelo com amor fraterno, isto é: antecipem-se uns aos outros, em honra e atenções. Tolerem com grande paciência as enfermidades de outrem, quer corporais, quer espirituais.

Obedeçam uns aos outros à porfia. Nenhum procure aquilo que lhe parece vantajoso para si, mas sim o que for útil para os outros. Ponham em acção, castamente, a caridade fraterna. Temam a Deus. Amem o seu abade com afeição humilde e sincera. Nada, absolutamente nada, anteponham a Cristo, O qual se digne levar-nos, todos juntos, à vida eterna.

7 – Oração conclusiva (ver em Primeiro dia)

 

FONTE: Lima, António Lúcio da Silva; “Novena a São Bento”; Paulus Editora; Lisboa; ISBN: 978-972-30-1812-7

 

 

 

 

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