Nossa Senhora das Graças

Em França, em 2 de Maio de 1806, nasce Catarina Labouré, filha de lavradores humildes e cristianíssimos, que com ela contaram onze filhos. Em 1818 fez a sua primeira Comunhão. Uma sua irmâ testemunhava: Foi a partir desse dia que teve a devoção muito grande para com a Santíssima Virgem. Edificava todas as companheiras pelo seu fervor. Sentindo em si o chamamento divino para a vida religiosa, fez o pedido ao pai. “Não irás!” foi a resposta áspera do pai, não compreendendo a felicidade e a glória duma vocação religiosa. Catarina sofre em silêncio e suplica a Deus que trate Ele do assunto… O certo é que o pai reflete e a autoriza a ir. Então, aos 23 anos de idade, entrou para as Filhas da Caridade em Châtillon como postulante. Poucos meses depois adoptou o nome de Catarina e entrou no noviciado no número 140 da “Rue Du Bac” em Paris, uma comunidade de 150 irmãs e noviças. «Meu Deus, eis-me aqui para fazer a Vossa vontade» – Foi o seu programa. A 18 de Julho de gracas_aparicao1830, Catarina ouviu uma voz as 23:30 chamando-lhe “Catarina, Vem à capela. A Virgem Santíssima espera por ti.”

A voz era de uma criança pequena vestida de branco, com quatro ou cinco anos de idade. Catarina pensou que a criança fosse o seu anjo da guarda, a quem ela tinha repetidamente rezado para que ajudasse a ver a bem-aventurada Virgem. Uma luminosidade rodeava a criança, que Catarina segui pelos corredores do convento. A porta pesada de madeira da Capela abriu-se sozinha. Lá dentro, as velas iluminavam a capela, a Virgem Santíssima, com uma beleza indescritível, estava sentada estava sentado numa cadeira diante do altar, próximo a um quadro de São José. Catarina ajoelhou-se, colocou as suas mãos sobre o colo da Virgem Maria, e conversaram durante cerca de 2 horas. Catarina disse: “Ali se passaram os momentos mais doces da minha vida. Seria impossível dizer tudo quanto experimentei…” A Virgem Maria disse “Eu estou triste, porque as pessoas tratam a cruz com desprezo.” A Virgem predisse que o rei seria substituído; que as ordens religiosas seriam perseguidas, em França; o Mundo inteiro seria afectado por sofrimentos que atingiriam o seu máximo dali a quarenta anos. A Virgem Maria disse ainda a Catarina que ela devia desempenhar uma missão importante – “Minha filha, o bom Deus quer encarregar-te de uma missão. Terás muito que sofrer… Não temas… Tem confiança… Vem junto deste altar… Aqui, as graças serão espalhadas sobre todos os que as pedirem com confiança e fervor.” A 27 de Novembro de 1830, as 17:30, Nossa Senhora aparece de novo a Catarina Labouré, que se encontrava na capela em oração.

A Virgem Santíssima estava resplandecente de brilho. Das suas mãos saem raios formosíssimos. E Nossa Senhora explica: “Estes raios são o símbolo das graças que eu concedo ás pessoas que mas pedem.” A bem-aventurada Virgem, vestida de branco, trazia um véu e estava em pé sobre um globo branco calcando uma serpente verde enroscada, nas suas mãos estendidas tinha um globo dourado com uma cruz, que oferecia a Deus. Trazia em cada dedo vários anéis ofuscantes com cores brilhantes,  e 12 estrelas circundavam-na. Maria explicou que o globo dourado simbolizava o mundo, especialmente a França e o seu povo. Os raios

nsgracas_m271109deslumbrantes simbolizavam as graças que ela dá a quem lhas pede. Algumas das pedras nos dedo não emitiam raios porque eram as graças que as pessoas se esquecem de pedir. Catarina viu uma faixa á volta da Virgem, escrita a ouro, que dizia “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.”. Nossa Senhora queria que fosse cunhada uma medalha com esta imagem. Nossa Senhora comunica-lhe então: “Manda cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que as trouxerem, receberam grandes graças. As graças serão abundantes para quem tiver confiança.” A visão que Catarina tem diante de si apareceu voltar-se e ela vê no reverso a letra “M” com uma cruz, por baixo ficaria o coração de Jesus, coroado de espinhos, e o coração de Maria trespassado por uma espada.

A medalha seria como um sacramental, com a pretensão de ajudar aqueles que a usam a crescerem na santidade. Ela representa as graças obtidas através da oração da Igreja e expressa a devoção dos fiéis. Não é um amuleto da sorte, mas evoca a fé e o amor, os elementos chaves da oração. A Medalha milagrosa representa Maria, como Mãe de Deus imagesque oferece o Mundo simbolizado pelo globo dourado a Deus. Os raios brilhantes emitidos pelos anéis das mãos simbolizam  Nossa Senhora enquanto advogada que intercede junto do seu filho, pedindo-lhe que conceda graças. O “M” do reverso representa Maria junto da cruz do seu filho. os dois sagrados corações referem a parte que Maria teve na redenção operada por Jesus. As 12 estrelas na medalha, disse mais tarde Catarina ao seu confessor, referem-se ao livro do Apocalipse; que diz uma coroa de 12 estrelas esta sobre a cabeça de uma mulher vestida com o sol, com a lua debaixo dos seus pés. Nossa Senhora apareceu mais uma vez a Catarina no ano seguinte e pediu-lhe que providencia-se uma estátua representando a sua aparição no convento. As primeiras 1500 medalhas feitas em Junho de 1832, esgotaram-se Santa Medalha Milagrosaimediatamente, mais de 2 milhões de medalhas milagrosas foram distribuídas em Paris e depois mais de 80 milhões foram vendidas, graças aos milagres extraordinários que acompanharam a divulgação desta medalha: reanima-se a fé, restauram-se os bons costumes e virtudes, saram-se corpos, e convertem-se almas. A medalha milagrosa e a sua invocação suscitou um grande movimento de fé na imaculada conceição de Maria, que levou Pio IX a proclamar o dogma em 1854. 4 anos mais tarde, a aparição de Lurdes confirmava, de maneira surpreendente, esta definição. “Os cristãos que nela souberem meditar, encontraram um resumo de toda a doutrina da Igreja sobre o lugar de Nossa Senhora na obra da redenção e a sua mediação universal.” Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

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