Mensagem as famílias que se consagram a S. Virgem

image23 de Julho de 1987, Após a recitação do Santo Rosário, Nossa Senhora de Fátima, falou pelo, ”através de, locuções interiores”, sacerdote, Pe. Stefano Gobbi a seguinte maravilhosa mensagem, que serve para todas as famílias que a queira como Mãe:

As famílias que se consagraram a Mim:

-”Como me sinto consolada por este dia transcorrido em oração, em simples e cordial fraternidade, com esta família que se consagrou a Mim e que Me pertence!
Quero agora dirigir-vos minha palavra consoladora, que seja de conforto para vós entre as dificuldades quotidianas da vossa existência.
Eu vos amo, estou presente no meio de vós, falo-vos e conduzo-vos, porque sois os instrumentos da minha Vontade materna.
Eu olho com amor as famílias que se consagraram a Mim.
Nestes tempos, Eu reúno as famílias e as introduzo nas profundezas do meu Coração Imaculado, para que possam encontrar refúgio e segurança, conforto e defesa.

Como amo ser invocada Mãe e Rainha dos meus Sacerdotes, também amo ser invocada como Mãe e Rainha das famílias que se consagraram a Mim.

Eu sou a Mãe e a Rainha das famílias.

Vigio sobre sua vida, coloco no meu Coração os seus problemas, interesso-Me, não apenas pelo bem espiritual, mas também pelo bem material de todos os seus membros.
Quando consagrais uma família ao Meu Coração Imaculado, é como se abrísseis a porta de casa à vossa Mãe do Céu e a convidásseis a entrar e lhe désseis espaço para Ela poder exercer sua função materna de maneira sempre mais acentuada.
Eis por que quero que todas as famílias cristãs se consagrem ao Meu Coração Imaculado.

Peço que Me abrais as portas de todas as casas, para que Eu possa entrar e estabelecer minha morada materna no meio de vós.

Então, Eu entro como vossa Mãe, fico morando convosco e participo de toda a vossa vida.
Em primeiro lugar cuido da vossa vida espiritual.
Procuro levar as almas dos membros da família a viverem constantemente na graça de Deus.
Onde Eu entro, o pecado sai; onde Eu permaneço, estão sempre presentes a Graça e a Luz divina; onde Eu habito, habitam comigo a pureza e a santidade.
Eis por que a minha primeira função materna é a de fazer com que os membros de uma família vivam em Estado de Graça, é fazê-lo crescer na vida de santidade, por meio da prática de todas as virtudes cristãs.

E, visto que o sacramento do Matrimónio vos concede a graça particular de fazer-vos crescer juntos, minha tarefa é a de cimentar, profundamente, a união de uma família; levar marido e mulher a viverem em comunhão espiritual sempre mais profunda, a aperfeiçoarem o seu amor humano, torná-lo mais perfeito, introduzi-lo no Coração de Jesus, para que possa assumir nova forma de maior perfeição, cuja expressão é a Caridade pura e sobrenatural.

Eu reforço sempre mais a união nas famílias, levo-as a uma maior compreensão recíproca, faço sentir as novas exigências de uma comunhão mais delicada e profunda.
Conduzo seus membros pelo caminho da santidade e da alegria, caminho que eles devem construir e percorrer juntos, para que possam chegar à perfeição do amor e, assim, gozar do precioso dom da paz.
Eis como Eu formo as almas dos meus filhos e através do caminho da família, conduzo-as ao vértice da santidade.
Quero entrar nas famílias para vos santificar, para vos conduzir à perfeição do amor, para permanecer convosco, para tornar vossa união familiar mais fecunda e forte.

Depois cuido também do bem material das famílias que se consagraram a Mim.

O bem mais precioso de uma família são os filhos. Os filhos são sinal de uma particular predilecção de Jesus e minha. Os filhos devem ser desejados, acolhidos, cultivados como as pérolas mais preciosas da propriedade familiar.
Quando entro numa família, Eu logo tomo conta dos filhos, eles se tornam também meus. Tomo-os pela mão, levo-os a percorrerem o caminho da realização do desígnio de Deus, que foi claramente delineado sobre cada um desde a eternidade; amo-os; nunca os abandono; tornam-se parte preciosa da minha propriedade materna.

Cuido particularmente do vosso trabalho.

Eu nunca vos deixo faltar a providência divina. Tomo as vossas mãos e as abro ao desígnio que o Senhor realiza, cada dia, por meio da vossa colaboração humana.
Como a minha humilde, fiel e quotidiana acção materna, na pequena e pobre casa de Nazaré, possibilitava o cumprimento do desígnio do Pai, que se realizava no crescimento humano do Filho, chamado a realizar a obra de Redenção para a vossa salvação.
Assim também Eu vos chamo a colaborar com o desígnio do Pai, que se realiza com a vossa participação humana e mediante o vosso trabalho quotidiano.
Vós deveis realizar a vossa parte, como o Pai do Céu realiza a sua.
A vossa acção deve harmonizar-se com a da divina Providência, a fim de que o trabalho possa produzir o fruto daqueles bens que são úteis ao sustento da vossa vida, ao enriquecimento da mesma família, para que seus membros possam gozar sempre de bem-estar espiritual e material.

Depois, ajudo-vos a realizar o desígnio da vontade de Deus.

Assim. torno o trabalho espiritualmente mais fecundo, porque faço com que se transforme em fonte de merecimentos para vós e ocasião de salvação para muitos de meus pobres filhos perdidos.
Então, em vós, a acção se une ao amor, o trabalho à oração, a fadiga à sede ardente de uma caridade cada vez maior.
Deste modo, com a vossa colaboração à vontade do Pai, compondes a obra-prima de uma Providência que, por vosso intermédio, se torna concreta e quotidiana.

Não temais: onde Eu entro, comigo está a segurança.

Nunca vos faltará nada. Eu aperfeiçoo a vossa actividade; Eu purifico o vosso próprio trabalho.
Eu participo igualmente de todas as vossas preocupações.
Sei quão numerosas são hoje as preocupações de uma família. São vossas e tornam-se minhas.
Tomo parte convosco dos vossos sofrimentos. Por esta razão, nos tempos tão difíceis da actual purificação, Eu estou presente nas famílias que se consagraram a Mim, como Mãe preocupada e dolorosa que participa realmente de todo o vosso sofrimento.

Consolai-vos, portanto.

Estes são os meus tempos. ”Estes”, isto é, os dias que estais vivendo, são ”Meus”, porque são tempos assinalados por grande e forte presença minha.
Estes tempos se tornarão ainda mais meus, na medida em que minha vitória se ampliar e se tornar mais forte que a vitória que agora pertence ao meu Adversário.
Esta minha presença se tornará tão forte e extraordinária, sobretudo nas famílias consagradas ao meu Coração Imaculado.
Será uma presença notada por todos e se tornará para vós fonte de particular consolação.

Prossegui, então, a vossa caminhada com confiança, na esperança, no silêncio, no vosso trabalho de cada dia, na oração e na humildade.
Progredi sempre mais na pureza e na recta intenção; avançai comigo no difícil caminho da paz do coração e da paz nas vossas famílias.

Se todos caminhardes pela estrada que vos tracei, se ouvirdes e praticardes quanto hoje vos disse, as vossas famílias serão os primeiros rebentos do meu triunfo: rebentos pequenos, escondidos, silenciosos, que já despontam no mundo inteiro, quase a antecipar a nova era e os novos tempos, que já estão ás portas.

A todos encorajo e abençoo”.

13 de Maio de 1976, Aniversário da primeira aparição de Fátima; disse a Nossa Mãe ao Padre Gobbi:

Consagrai-vos ao meu Coração Imaculado.

”Hoje, meus filhos predilectos, recordai a minha vinda à terra, na pobre Cova da Iria em Fátima. Vim do Céu para vos pedir a Consagração ao meu Coração Imaculado.
Por meio de vós, Sacerdotes do meu Movimento, quando pedi então, está agora a se realizar. Consagrai-vos ao meu Coração Imaculado, e levai as almas confiadas a vós a esta consagração querida por Mim própria.
Desde aquele dia já passou tanto tempo- cinquenta e nove anos! Houve também a segunda guerra mundial, predita por Mim como castigo permitido por Deus para a humanidade que infelizmente não se arrependeu.

Agora viveis os momentos em que o dragão vermelho, isto é, o ateísmo marxista se espalhou por todo o mundo causando estragos cada vez maiores nas almas. Conseguiu verdadeiramente seduzir e precipitar um terço das estrelas do céu. Estas estrelas, no firmamento da Igreja, são os Pastores. Sois vós meus pobres filhos Sacerdotes.

Não servirão de confirmação destas palavras o que disse o Vigário do meu Filho, ao afirmar que hoje são os amigos mais queridos, até os convivas da mesma mesa, os sacerdotes e os religiosos que atraiçoam e se revoltam contra a Igreja?
Esta é, pois, a hora de recorrer ao grande remédio que o Pai vos oferece para resistir às seduções do maligno e para vos opordes à verdadeira apostasia que se propaga cada vez mais entre os meus pobres filhos: Consagrai-vos ao meu Imaculado Coração.

A quem se consagra ao meu Coração Imaculado volto a prometer a salvação. A isenção do erro neste mundo e a salvação eterna. Conseguí-la-eis por uma especial intervenção minha, com a qual impedirei que caias nas seduções da satanás.
Sereis protegidos e defendidos por Mim mesma. Sereis consolados e fortalecidos por Mim.
É esta hora em que o meu apelo deve ser aceito por todo o Sacerdote que quiser manter-se fiel.
Cada um se consagre ao meu Coração Imaculado. Por meio de vós Sacerdotes, muitos dos meus filhos farão esta Consagração.
É a vacina que como Mãe carinhosa vos dou para vos preservar da epidemia do ateísmo que contamina tantos dos meus filhos, levando-os à verdadeira morte do espírito.

Estes são os tempos preditos por Mim mesma. É a hora da purificação(…).”

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Transformai a Vossa Família em oásis de Paz

Diz Nossa Senhora em 22 de Novembro de 1971, em Milão no Apostolado da acção Apostólica, a Carmela Negri, (Mama Carmela).

”Meus filhos, eis-Me aqui convosco, ricos de boa vontade e de bons desejos. Eu vim até vós com a abundância das Minhas graças e a vós dirijo os Meus conselhos e as Minhas boas palavras, a fim de que, tirando proveito delas, possais transformar as vossas famílias em oásis de paz.
Eu vou realizando a Minha obra e vós a vossa, para sanear a instituição familiar que tanta importância tem no mundo.
Quando um temporal se começa a delinear no céu e deslizam os primeiros relâmpagos e se ouvem os primeiros estrondo dos trovões, as boas donas de casa pensam imediatamente em pôr a salvo aquilo que poderia estar em risco de ser destruído.

Ora, também Eu faço assim e chamo a reunir, para que prestem a sua colaboração, para salvar a família e as famílias que ameaçam poder vir a ser completamente arruinadas. O pecado entrou na sociedade e de tal modo se difundiu, que já se não pode destingir do bem. Há quem o confunda com o próprio bem, há quem o justifique, e a imoralidade espalha-se por toda a parte.

Eu chamo as mães. São elas as guardas, a chama e o coração da família. Uma mãe santa santifica a família.
Eis, pois, o Meu convite: ”Eliminai o pecado da família!”
O pecado, que se apresenta de qualquer forma que seja.
Ora é a pornografia que triunfa, ora é a blasfémia, ora a falta de fé e confiança, que conduz os familiares ao desespero. A missão da mãe é esta, precisamente: eliminar o mal, voltar a trazer o bem.

A fé, algumas vezes, é como o fogo sob as cinzas: é, pois, necessário, com toda a paciência, com boa vontade; afastar as cinzas, tirar as dúvidas, descobrir a verdade; depois, faz-se luz e todos descobrem que é melhor viver com Deus que andar afastados d’Ele.

Para que a mãe possa realizar esta obra de saneamento, deve servir-se dos meios que o próprio Senhor põe à sua disposição: a oração e os Sacramentos.
”Um cego não pode guiar outro cego”, disse-vos o Meu Jesus(Mt. 15,14).
Eis o porquê desta oração familiar, eis o motivo destas instruções. Quando uma mãe vive em Deus e na graça de Deus, passa a ser ommipotente, porque é o próprio Deus que age nela.
Por isso, filhas, desejaria ver-vos a todas mestras de bem e de verdade, como desejaria que toda a família se tornasse um centro em que o Senhor pudesse realizar a Sua obra de purificação por meio de vós.

Abençoo-vos, Meus filhos e ajudo-vos. A presença de minhas criancinhas consola-Me e dá-Me alegria. Eu Mesma as protegerei de uma forma inteiramente particular. Empenhem-se as suas mães em dar-lhes aquela instrução religiosa que redundará em sua vantagem, no futuro.
Adeus, filhos, amais-vos e sede bons. A bondade é uma virtude divina que vos torna semelhante ao Meu Jesus.

6 de Junho de 1971, mensagem de Nossa Senhora aos jovens:

-”Meus filhinhos, sede benditos!
Tendes desejos de bem e Eu estou aqui para vos ajudar a realizá-los.Que o Espírito Santo, Luz das mentes e Vida das almas, alimente estes vossos anseios de bem e vos inspire aquilo em que é bom acreditar, aquilo que é bom fazer; e não apenas para vós, mas para toda a comunidade cristã.

Eu sou a Filha do Eterno Pai, a Mãe do Eterno Filho, a Esposa do Espírito Santo; e, em nome da Trindade Santíssima, teve início a Minha acção no mundo, reparando aquilo que o pecado tinha semeado. Em nome da Trindade, também vós recebestes o primeiro dom e a primeira missão: o dom da fé, no baptismo, e a missão de a testemunhar.

No testemunho da vossa fé, não podereis excluir a prática da moral, que é a aplicação ou actuação, na vossa vida, dos mandamentos que constituem a lei e que podeis encerrar nos dois mandamentos da caridade: ”Amarás a Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. Amarás o teu próximo como a ti mesmo”(Mt 22, 37 e 39).

Nestes dois mandamentos, marcados pelo amor, baseai toda a vossa vida, afastando tudo quanto possa desagradar a Deus e danificar o vosso próximo, no coração, no corpo e, particularmente, na alma.

Para vossa consolação, posso dizer-vos que todos vós dissestes coisas muito belas, pois Eu, que vejo as intenções, notei, mesmo em quem não exprimiu bem o seu pensamento, um desejo de servir o próximo.
Abençoo-vos a todos, filhinhos, e recomendo-vos que nas vossas férias de verão, continueis, com amor, com confiança e com fé, o vosso apostolado, a fim de que toda a juventude, a exemplo vosso, possa mudar de rumo.

Convite a Oração, a ser sal  e chama que ilumina.
A 8 de Junho de 1971, Nossa Senhora faz um convite à oração:

-”Meus queridos filhinhos, tão queridos ao Meu Coração de Mãe, queridos mesmo pela diligência e prontidão com que correspondeis aos Meus apelos e aos Meus desejos.
Eu vos abençoo.
A muitos, muitos outros filhos Meus, faço Eu também chegar o Meu convite à oração e a desejarem encontrar-se Comigo em muitos lugares, mas particularmente nos Meus Santuários.

Alguns são como que detidos por uma força contrária e maléfica; outros alimentam uma série infinda de pretextos e fazem como os servidores do Evangelho que o patrão tinha convidado para as núpcias do filho. Todos encontraram uma desculpa que justificasse a sua recusa e não quiseram participar nas alegrias que lhes haviam sido preparadas.

Vós sois os servos bons e fiéis que acorreis ao apelo e vindes desejosos de dar o melhor de vós mesmos, para serviço de Deus e de Sua Mãe. Benditos sejais, vo-lo repito.Benditos, agora e sempre, porque o bem que vós fazeis, aqui e em muitos outros lados, irá trazer-vos, sobretudo para vós, grandes benefícios; depois, para as vossas famílias e, depois, para toda a Igreja, para toda a humanidade.

Desejaria dizer-vos, como Meu Filho dizia aos Seus discípulos: ”Sede o sal da terra, sede a chama, pequena, se o quiserdes, que alimente o incêndio de amor que deverá transformar o mundo”.
Ser sal significa possuir a Sabedoria, a que vem de Deus e que nos faz discernir as coisas e escolher aquilo que é verdadeiro bem.

A Sabedoria dá-vo-La o Espírito Santo e tem por filha a sabedoria que vos torna prudentes no agir, cautelosos no mandar, prontos no obedecer, pródigos no dar. A Sabedoria torna valiosa a vossa obra, na família; desejada a vossa companhia, na sociedade; cheia de perspicácia, prudência e capacidade de direcção, tanto de vós próprios como dos outros, pelo que toda a iniciativa chega a bom termo. Onde existe o sal da sabedoria e da prudência, não entra a negligência, a incúria, a desordem, o exagero.
Tudo é conduzido com medida e vale a pena ter sido feito.

Filhinhos, a todos quero dar um pouco de tão precioso dom, porque justamente vos digo que: ”Se o sal se torna insípido, com que se há-de salgar?”(Mt 5,13). Sede vós esse precioso grão de sal que reaviva a esperança nos corações, que acabam por se tornar insípidos, com uma vida insossa e sem cor.

Sede esse grãozinho de sal pronto a fazer mais viva e alegre a família.Sede esse grãozinho de sal que dá à vida monótona dos doentes o gosto de viver. Sede sábios, sede prudentes, sede sal. E quando, por entre as muitíssimas coisas a que deveis atender-a vós, mães-vos for dado pôr, nas comidas que preparais, esse precioso mineral que, vindo ao encontro das vossas necessidades físicas vos fará mais agradável e apetitoso o alimento,dizei convosco mesmas: ”Devo ser sal; por isso, nem de mais nem de menos; as minhas acções devem ser moderadas e reguladas pelo jeito com que meço o sal que ponho nas panelas e por sobre os alimentos”.

”Devo ser chama”, deveis ainda dizer convosco mesmas. A chama deve iluminar toda a casa; não a podeis nem deveis esconder.Pela sua luz deverão ser iluminadas as inteligências e aquecidos os corações. A chama ilumina, aquece e destrói. Deste modo, a vossa chama deve ser iluminante. Notai que a vossa luz não é uma luz directa, mas reflexa. Só Deus é a verdadeira Luz. Ele Mesmo ilumina as vossas mentes e vós comunicais, transmitis essa mesma Luz aos outros. E todos, juntos, podereis assim contemplar o Rosto luminoso de Deus.

A chama destrói. E queira ela destruir tudo quanto sabe a egoísmo e infidelidade; tudo quanto é indecente e mau… a fim de fazer dessa purificação uma limpeza salutar.

Filhinhos, abençoo-vos uma vez mais, estendendo-vos amorosamente os braços, para vos acolher e santificar.

O INFERNO EXISTE
A 21 de Fevereiro de 1971, diz a Santa Mãe:

”Meus filhos, queridos e bem-amados, que uma afecto filial e devoto reuniu aqui, a Meus pés, com alegria, para colher a Minha palavra e a Minha ajuda materna, abençoados sejais! Eu observo-vos deste altar, feito um trono da Minha misericórdia, e vejo bem tudo aquilo que, em vós, há-de bom e de mau. Mas vejo também a vossa boa vontade e os desejos de bem que vos animam fazem.Me esquecer muitas imperfeições e muitos defeitos.

Eu conheço-vos e amo-vos . Amo-vos e quero todos salvos, muito embora o Maligno trabalhe incansavelmente à volta de vós para vos danificar, no corpo e na alma.
Falei-vos, neste período, do Paraíso e do Juízo de Deus; e desejaria, hoje, falar-vos desse lugar tenebroso, criado pela Justiça de Deus. Queria que vós lá descêsseis, em espírito, por alguns instantes, afim de evitar que para lá fôsseis, eternamente. Isto é, desejaria que, na meditação dos graves e irreparáveis sofrimentos a que as almas dos condenados se sujeitam, um grande terror e um verdadeiro sentido de terror vos invadisse, de modo a tornar-se quase impossível o irdes para lá.

Quando, depois na rebelião dos anjos, transformados em demónios, começou o Inferno, esse lugar em que todos eles foram precipitados, Deus não teria querido enviar para lá homem algum, porque tinha preparado, para cada um deles, um lugar no Paraíso. Mas ninguém deveria abusar da Sua Misericórdia Infinita. Deus Pai enviaria à terra o Seu Divino Filho que super-abundantemente repararia todos os pecados de todos os homens, de todos os lugares e de todos os tempos. Ainda mesmo uma só gota de sangue, de valor infinito, bastaria para satisfazer a Justiça de Deus, ofendida por todos os pecados do mundo.

Era apenas necessário, como ainda hoje o é, pedir perdão e invocar a Divina Misericórdia. Eis, Meus filhos, como tratando-se embora de um lugar, no qual os filhos rebeldes cairão inexoravelmente, bastaria que, com um acto da vontade, os homens aderissem à obra da Redenção, e seriam poupados a uma pena eterna .

E, apesar disso,(será que o não acreditais?!) o Inferno vai-se povoando continuamente de almas que recusam diariamente a Misericórdia e a Salvação e, zombando de Deus e de Seus castigos, caem nesse lugar, onde um tão espantoso sofrimento os atormentará para sempre. São milhares e milhares de almas que sem  preparação e em pecado, se apresentam diante de Deus- Juiz, persistindo no seu propósito de ódio contra Ele, ódio que os acompanhará por toda a eternidade.

E devo agora dizer-vos o que há no Inferno: Jamais podereis compreender aquilo que vos estou dizendo, uma vez que teríeis de saber, de conhecer verdadeiramente quem é Deus, para fazerdes uma verdadeira ideia da pena maior que atormenta os condenados.
Entretanto, eles compreendem que Deus está presente no Inferno com a Sua Justiça, pela qual se sentem como esmagados, mas dão também pela Sua falta. Deus é a respiração da alma. E as almas dos condenados não gozam desta respiração,

Parece-vos um tanto difícil que o vosso corpo, atingido pela asma, vos não permita respirar e dais-vos logo conta de que não podereis durar muito tempo. Quando uma pessoa, julgada morta, acaba, algumas vezes, por ser sepultada viva, o despertar, em lugar que a impede completamente de respirar, é terrível e mesmo uma verdadeira fonte de desespero.

Pois bem, os condenados, num contínuo agitar-se e num sofrimento atroz, feito de ódio satânico, procuram desesperadamente um pequeno fio de ar. E, para eles este ar é Deus.
Mas há muitas outras penas que perpetuam, no tempo que não mais tem princípio nem fim, todas essas maldades de que foram protagonistas, na terra, as almas dos condenados . As blasfémias, as sujeira praticadas na terra são e serão, nesse lugar, uma contínua ocasião de sofrimento e de ódio. Embora o corpo, até ao dia do Juízo final, esteja separado da alma, os condenados sentirão,no fogo eterno, que ardem sem se consumar, queimar-se-lhes todas as partes do corpo.

Vos mesmos já fostes tantas vezes testemunhas, quando algum conhecido vosso tenha cortado a perna ou um braço, de como logo deixa de se queixar dos membros que lhe foram amputados.
Ora, no Inferno, as almas dos condenados sofrem, como se o corpo estivesse ainda com eles; como aliás, os bem-aventurados gozam, se vêm e se amam, concedendo-lhes o Senhor esse dom, que glorifica o corpo.

A tudo quanto de nauseabundo e de terrível vós possais imaginar, acrescentai ainda a falta de fraternidade, que faz dizer aos homens desta terra: ”O MAL DE MUITOS É CONFORTO”. O ENCONTRO DE CONDENADOS É UM ENCONTRO DE INIMIGOS QUE, COMO TAIS, FICARÃO PARA SEMPRE. Os demónios, que tanto trabalharam para que as almas se perdessem e aqueles que, talvez em vida tivessem mesmo sido companheiros no mal, sentem-se separados e igualados por um ódio infinito que durará para sempre.

Não faltam já escritores e poetas que tenham falado daquilo que se sofre, nesse fosso de desesperada dor que é o Inferno. Mas ninguém poderá jamais compreender coisas atrozes, queridas pela maldade das criaturas, que tiveram a vida por dom do próprio Deus.
Meus filhos, não vos admireis de que Eu, Mãe de Misericórdia, vos fale nestes termos. Tal como uma mãe, que vê o seu filhinho perto de um precipício, tudo faz, e de todos os modos, para afastar, assim também Eu, nestes dias, em que tão pouco se fala do Inferno ou dele se fala com tanta inconsciência ou leviandade, vo-lo quis mostrar, de certo modo, para que não venhais a cair nele.

O Amor de Deus estendeu, por sobre esse lugar de condenação eterna, uma como que rede cerradíssima, de modo que só quem, com viva força, a tenta desviar, consegue entrar nele. Eu estou sempre ao pé de vós. Mas se as Minhas palavras houvessem de vos impressionar demasiadamente, peço-vos, não as tomeis muito à letra.
FUGI DO PECADO E, SE VEDES QUE A VOSSA FRAQUEZA E O MALIGNO VOS FAZEM CAIR, ENTÃO, NÃO HESITEIS EM LANÇAR-VOS NOS MEUS BRAÇOS. EU ACOLHER-VOS-EI E CONSEGUIR-VOS-EI O PERDÃO.

Meus filhos, abraço-vos, um a um, apoiando-vos no Meu Coração. Não Me fujais das mãos, porque, longe de Mim, não encontrareis senão inquietação e tristeza.

 

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