Mensagens Do Relógio da Paixão

Sem TítuloAs Horas da Paixão’‘ escritas por Luísa, são um poderoso meio para ajudar a penetrar na intimidade de Jesus, nos momentos mais dramáticos da sua vida, inserimos alguns textos extraído dos escritos de Luísa.
Encontrava-me no meu estado habitual e estava a pensar no quanto sofreu o meu bendito Jesus ao ser coroado de espinhos, e Ele fazendo-Se ver, disse-me:
”Minha filha, a inteligência humana não pode compreender as dores que sofri; todos os maus pensamentos das criaturas que se cravavam na Minha mente eram mais dolorosos que os espinhos. De todos os pensamentos das criaturas não Me escapava nenhum, sentia-os todos, em Mim. Portanto, não só sentia os espinhos, mas também o horror das culpas que aqueles espinhos cravavam em Mim”. (Vol. 11, 24 de Abril de 1915)

Jesus é flagelado 
Estava acompanhando Jesus no doloroso mistério da flagelação. Fazia-se ver coberto de sangue, e sentia que dizia:
”Meu Pai, ofereço-Te este Meu Sangue. Faz que cubra todas as inteligências das criaturas e torne vãos todos os seus maus pensamentos, apague o fogo das suas paixões e faça ressuscitar inteligências santas. Este Sangue cubra os seus olhos e faça de véu à sua vista, a fim de que não entre nela o gosto dos prazeres maus e não se sujem com a lama da terra. Este Meu Sangue cubra e encha a sua boca e faça morrer nos seus lábios as blasfémias, as imprecações e todas as palavras más. Meu Pai, este Meu Sangue cubras as suas mãos e coloque nelas o terror de tantas acções iníquas. Este Sangue circule na Nossa Vontade Eterna para cobrir a todos, para defender e para ser arma defensora em favor das criaturas, diante dos direitos da Nossa Justiça”. (Vol.17,1 Junho de 1924)

Sem TítuloA Ceia Eucarística:
”Minha filha, quis instituir este Sacramento, o último da Minha Vida, para poder colocar ao redor de cada Hóstia toda a Minha Vida, a fim de que a criatura tivesse todos os meios para Me receber e como preparação por cada criatura que Me receberia. Nunca a criatura Me poderia receber, se não tivesse havido um Deus que, tomado por um excesso de amor em se querer dar à criatura, não preparasse tudo, e ela não Me podendo receber, o mesmo excesso, Me levava a dar toda a Minha Vida para a preparar, desse modo, colocava os Meus passos, as Minhas obras, o Meu amor, antes dos seus; e como em Mim, existia também a Minha Paixão, colocava também as Minhas penas para a preparar”. (Vol. 12 , 24 de Outubro de 1918)

O lava-Pés
Mas, ó meu jesus, o Teu Amor parece que não conhece tréguas. Vejo que fazes sentar de novo os Teus amados discípulos; pegas numa bacia de água, cinges-Te com uma toalha branca e prostras-Te aos pés dos Apóstolos, num gesto tão humilde que chama a atenção de todo o Céu fazendo-o ficar estático. Os próprios Apóstolos permanecem quase imóveis, ao verem-Te prostrado aos seus pés. Mas, meu Amor, diz-me o que queres? O que pretendes com este acto tão humilde? Humildade que nunca se viu e nunca se verá!

”Ah, meu filho, quero todas as almas e , prostrado aos seus pés, como pobre mendigo, peço-lhes, importuno-as e chorando, maquino contra elas insidias de amor, para conquistá-las!
Prostrado aos seus pés, com esta bacia de água, misturada com as Minhas lágrimas, quero lavá-las de qualquer imperfeição e prepará-las para Me receberem no Sacramento.
Este acto de Me receber na Eucaristia está-Me tanto a peito, que não quero confiar este ofício aos Anjos e nem sequer à Minha querida Mãe, mas Eu mesmo quero purificar, até mesmo as suas fibras mais íntimas, para dispô-las a receber o fruto do Sacramento; r nos Apóstolos tencionava preparar toda as almas.
Pretendo reparar todas as obras santas vazias de espírito divino e sem empenho e a administração dos Sacramentos, realizada, sobretudo, pelos sacerdotes com espírito de soberba. Ah, quantas obras boas Me chegam, mais para Me desonrar que para Me honrar! Mais para Me amargurar que para Me satisfazer! Mais para Me matar que para Me dar vida! Estas são as ofensas que mais Me entristecem. Ah, sim, meu filho, enumera todas as ofensas mais íntimas que se fazem contra Mim e repara-Me com as Minhas próprias reparações; consola o Meu Coração amargurado!”(Vol. 12,24 de Outubro de 1918)

Jesus na prisão
Esta noite passei-a sem  dormir e o meu pensamento, com frequência, voava para o meu Jesus encerrado na prisão.
”Minha filha, os inimigos deixaram-Me só na prisão, horrivelmente preso e às escuras, em meu redor tudo era trevas. Oh, como Me afligia aquela escuridão. Tinha as vestes molhadas daquelas águas sujas da corrente, sentia o cheiro horrível da prisão e dos escarros dos quais estava sujo tinha os cabelos em desalinho, em uma mão piedosa que mos tirasse diante dos olhos e da boca; as mãos atadas pelas correntes, e a escuridão não Me permitia ver o Meu estado demasiado doloroso e humilhante. Pobre de Mim. Oh, quantas coisas dizias este Meu estado tão doloroso naquela prisão!”(Vol. 13,29 de Outubro de 1921)

Jesus toma a Cruz
”Minha filha, Eu absorvia toda a espécie de penas em Mim, e cada criatura formava a Minha Cruz, deste modo, a Cruz será tão longa quanto o é e será a duração de todos os séculos, e larga quanto são as gerações humanas, A Minha Cruz não foi só aquela pequena Cruz do calvário, na qual Me crucificaram os hebreus, esta assemelhava-se só um pouco à grande Cruz na qual, a Suprema Vontade Me tinha crucificado, sendo assim, cada criatura formava o comprimento e a largura da Cruz, e quando a formavam ficavam enxertadas na própria Cruz, e o Querer Divino estendendo-Me sobre ela e crucificando-Me, não só formava a Minha Cruz, mas a de todos aqueles que formavam esta dita Cruz”. (Vol. 15,16 de Fevereiro de 1923)

Sem TítuloJesus é Crucificado: Poema da Cruz
”A Cruz que Vós sofrestes libertou-me da escravidão do demónio e desposou-me com a Divindade de modo indissolúvel;
A Cruz é fecunda, e fez-me nascer para a graça;
A Cruz é Luz e desengana-me do temporal e revela-me o Eterno;

A Cruz é fogo e faz em cinzas tudo aquilo que não é Deus, até ao ponto de esvaziar o coração, mesmo do mais pequeno fio de erva, que possa existir nele;

A Cruz é moeda de preço inestimável, e se eu, Esposo Santo, tiver a fortuna de a possuir, enriquecer-me-á de moedas eternas, ao ponto de me tornar a mais rica do Paraíso, porque a moeda que se usa no Céu é a Cruz que se sofreu na terra ”.
(Vol. 3,2 de Dezembro de 1899).

Terceira Hora de agonia na Cruz:
-Estava a pensar na agonia de Nosso Senhor e Ele disse-me:
-”Minha filha, quis sofrer, de modo particular, a agonia do Horto para auxiliar todos os moribundos a terem uma santa morte. Vê bem como a Minha agonia se combina com a agonia dos cristãos. Tédios, tristezas, angústias, suar sangue; sentia a morte de todos e de cada um, como se morresse realmente por cada um em particular, portanto sentia em Mim os tédios, as tristezas, as angústias de cada um e, com as Minhas, a todos dava conforto, esperança, para que como Eu sentia as suas mortes em Mim, assim eles pudessem ter a graça de morrer todos em Mim”.
(vol. 9, 4 de Junho de 1910).

Jesus morto é trespassado com um golpe de lança.
”Minha filha, se a agonia do horto foi de modo especial pelos agonizantes, a agonia da Cruz foi para auxílio do último momento, mesmo para o último respiro.
As duas são agonias, mas diferentes uma da outra. A agonia do Horto cheia de tristezas, de temores, de aflições, de terrores; a agonia da Cruz, cheia de paz, de calma imperturbável, e se gritei tenho sede, era sede insaciável de que todos pudessem expirar no Meu último respiro, por causa da dor gritei”sede”, e esta sede continua ainda a gritar a todos e a cada um, como sino à porta de cada coração: ”Tenho sede de tí, oh, alma! Não saias de Mim e expira em Mim!”

São seis horas da Minha Paixão que dei aos homens para morrerem bem, as três do Horto foram para auxílio da agonia, as três da Cruz para auxílio ao último anélito da morte”.
(Vol. 9, 4 de Julho de 1910).

A Sepultura de Jesus, Maria Santíssima desolada.
Estava a pensar na Mãe do Céu quando tinha o meu sempre amável Jesus morto, nos Seus braços, o que fazia e como se ocupava de Jesus. E uma Luz, no meu interior, acompanhada por uma voz dizia:
”Minha filha, o Amor agia fortemente na Minha Mãe. O Amor consumava-A toda em Mim, nas Minhas Chagas, no Meu Sangue, na Minha própria Morte e fazia-A morrer no Meu Amor; e o Meu Amor, consumado o Amor e a minha Mãe toda, fazia-A ressuscitar de novo Amor, isto é toda no Meu Amor.
Deste modo o Seu Amor fazia-A morrer, o Meu Amor fazia-A ressuscitar para uma Vida em Mim, duma maior santidade e toda divina. Portanto, não existe verdadeira vida se não se consuma toda no Meu Amor”.
(Vol. 10, 21 de Junho de 1911).

Ressuscitou
”…por momentos, vi o meu adorável Jesus, no acto da sua Ressurreição, com um rosto tão resplandecente, que não se pode comparar a nenhum resplendor, e parecia-me que a Humanidade Santíssima de Nosso Senhor, embora fosse carne viva, mas resplandecente e transparente, deixava ver muito bem a Divindade unida à Humanidade”.
(Vol. 4, 7 de Abril de 1901).

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